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Primo de líder opositor venezuelano Leopoldo López é citado em documentos da rede de Jeffrey Epstein
Thor Halvorssen, presidente da Human Rights Foundation e primo de primeiro grau de Leopoldo López, teve seu nome encontrado nos arquivos do caso. A revelação ocorre em um contexto de alta tensão política na Venezuela
America do Sul
Foto: https://peoplefiles.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/10/thor-halvorssen-mendoza.jpg?w=640
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■   Bernardo Cahue, 02/02/2026

Uma nova divulgação de documentos vinculados ao processo do financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual, trouxe à tona o nome de Thor Halvorssen, um conhecido ativista de direitos humanos e, significativamente, primo em primeiro grau do proeminente líder opositor venezuelano Leopoldo López. A informação, que circulou inicialmente em redes sociais e foi amplificada por veículos de mídia, liga um familiar direto de uma das figuras centrais da oposição venezuelana a um dos escândalos criminais mais notórios dos últimos anos.

A conexão familiar entre Halvorssen e López é estreita e documentada. Halvorssen é filho da irmã da mãe de Leopoldo López, Antonieta Mendoza de López. Em 2015, quando López foi preso no governo de Nicolás Maduro, o próprio Halvorssen escreveu um artigo emocionado defendendo o primo, a quem chamou de “prisioneiro de consciência” e detalhou as duras condições de seu encarceramento, incluindo longos períodos de isolamento solitário. Halvorssen atua como presidente da Human Rights Foundation (HRF), uma organização não-governamental que promove a defesa de direitos humanos globalmente.

A revelação ganha contornos políticos agudos devido ao papel histórico de Leopoldo López na oposição ao chavismo. López, ex-prefeito do município de Chacao em Caracas e fundador do partido Voluntad Popular, é uma das figuras mais simbólicas e ativas contra os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Ele foi preso em 2014 após protestos massivos e condenado a mais de 13 anos de prisão em um processo amplamente criticado internacionalmente como politicamente motivado. Em 2019, foi libertado e participou de uma tentativa de levantamento militar para derrubar Maduro, buscando refúgio na Embaixada da Espanha em Caracas após o plano fracassar. Atualmente, vive no exterior.

O veículo que destacou a notícia, a rede teleSUR, enfatizou a importância dos antecedentes políticos da família, afirmando que Leopoldo López foi um dos principais impulsionadores do plano insurrecional conhecido como “La Salida” em 2014. Este contexto insere a divulgação sobre Halvorssen em uma narrativa de confronto político mais amplo, na qual qualquer vínculo de figuras opositoras com escândalos internacionais é potencialmente explorado para desgaste.

As implicações da aparição do nome de Thor Halvorssen nos arquivos de Epstein ainda não são totalmente claras. Os documentos em circulação mostram a conexão, mas a natureza exata do relacionamento ou a extensão do envolvimento não foram detalhadas nos materiais disponíveis até o momento. A situação coloca sob os holofotes não apenas Halvorssen, mas também, por associação, a figura de Leopoldo López, em um momento sensível para a política venezuelana. A oposição venezuelana, historicamente apoiada por fundações e organizações internacionais de direitos humanos, pode enfrentar questionamentos decorrentes dessa associação inesperada com a rede de Epstein.

Com informações de: La Iguana Televisión (Facebook), teleSUR, Human Rights Foundation (HRF), The Guardian, Wikipedia em Português, Wikipedia em Inglês ■

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