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Um estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendado pelo Ministério da Cultura e pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), quantificou pela primeira vez com metodologia internacional o impacto econômico da Lei Rouanet. A pesquisa, lançada nesta terça-feira (13), revela que para cada R$ 1 investido via renúncia fiscal no mecanismo, retornam R$ 7,59 para a economia brasileira, movimentando uma cadeia produtiva vasta que vai do pequeno fornecedor ao grande evento cultural .
O levantamento, referente ao ano de 2024, mostra que os projetos incentivados pela Lei Rouanet movimentaram aproximadamente R$ 25,7 bilhões na economia. Desse total, R$ 12,6 bilhões foram efeitos diretos e R$ 13,1 bilhões, indiretos . O impacto social é igualmente expressivo:
Criada em 1991, a Lei Rouanet é o principal mecanismo de incentivo à cultura no Brasil. Seu funcionamento se baseia no seguinte processo :
É crucial destacar que a lei não envolve repasse direto de verba pública. O governo federal renuncia a parte da arrecadação de impostos, que é então direcionada pelo mercado para projetos previamente aprovados .
O estudo também jogou luz sobre a distribuição territorial dos recursos, um ponto historicamente criticado. A gestão atual do MinC implementou programas como "Rouanet Norte" e "Rouanet Nordeste" para corrigir distorções. Os resultados, mensurados pela FGV, mostram avanços :
Além disso, o perfil dos projetos é majoritariamente de pequeno porte: 76,2% têm orçamento de até R$ 1 milhão . A cadeia de fornecedores também é pulverizada, com 85,5% sendo micro ou pequenas empresas .
Juntamente com o estudo, o Ministério da Cultura lançou o Painel de Impacto Econômico da Lei Rouanet, uma ferramenta online integrada ao portal da pasta. A plataforma permite que qualquer cidadão consulte e analise, por meio de gráficos e filtros, os dados de investimento e impacto por região, área cultural e volume de recursos .
Em artigo, a ministra Margareth Menezes celebrou os dados como uma comprovação robusta de que "a cultura é uma força estratégica para o desenvolvimento nacional" e rebateu críticas ao destacar que a renúncia fiscal da Rouanet representa apenas 0,51% do total de incentivos federais .
Com informações de: gov.br/cultura, realidadeguaraeregiao.com.br, poder360.com.br, Folha de S.Paulo, agenciadcnews.com.br, farofafa.com.br, O Globo, Brasil de Fato ■