Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e principal negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8 de janeiro de 2026) a libertação de um "número importante" de presos políticos, incluindo venezuelanos e estrangeiros. A medida foi apresentada como um gesto unilateral para consolidar a paz no país.
Em coletiva de imprensa transmitida pelo canal estatal VTV, Rodríguez afirmou que o "processo de libertação está em andamento" e agradeceu publicamente ao ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao Reino do Catar pelo apoio. Ele destacou que esses atores "sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação".
O anúncio ocorre em um contexto político turbulento, cinco dias após uma operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). Com a saída de Maduro, sua irmã, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina do país.
Embora Rodríguez não tenha divulgado nomes ou números oficiais, organizações de direitos humanos acompanham de perto a situação:
Horas após o anúncio de Rodríguez, o governo da Espanha confirmou a libertação de cinco cidadãos espanhóis (um com dupla nacionalidade) que já se preparam para viajar ao país europeu. De acordo com o jornal El País, entre os libertados estão a ativista Rocío San Miguel e o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez.
Rodríguez reiterou que as libertações são um gesto unilateral do governo bolivariano e que não foram acordadas com nenhuma outra parte, inclusive setores da oposição, a quem se referiu como "extremistas". Ele também aproveitou para defender que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é parte de "acordos entre dois governos soberanos".
Com informações de: g1.globo.com, istoedinheiro.com.br, www1.folha.uol.com.br ■