Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Líder chavista anuncia libertação de presos políticos na Venezuela e agradece a Lula
Presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse que o presidente brasileiro sempre esteve ao lado dos venezuelanos
America do Sul
Foto: https://s2-g1.glbimg.com/1h_HDlNvFhHvuzjjOm6OewrgtwM=/5247x0/filters:format(jpeg)/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/8/RQs4r8S2OVKOgoCMmbuQ/2026-01-08t171619z-1000018360-rc24xiai8cmj-rtrmadp-3-venezuela-assembly.jpg
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 09/01/2026

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e principal negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8 de janeiro de 2026) a libertação de um "número importante" de presos políticos, incluindo venezuelanos e estrangeiros. A medida foi apresentada como um gesto unilateral para consolidar a paz no país.

Em coletiva de imprensa transmitida pelo canal estatal VTV, Rodríguez afirmou que o "processo de libertação está em andamento" e agradeceu publicamente ao ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao Reino do Catar pelo apoio. Ele destacou que esses atores "sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação".

O anúncio ocorre em um contexto político turbulento, cinco dias após uma operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). Com a saída de Maduro, sua irmã, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina do país.

Embora Rodríguez não tenha divulgado nomes ou números oficiais, organizações de direitos humanos acompanham de perto a situação:

  • A ONG Foro Penal estima que existam 863 presos políticos no país, incluindo 86 estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade.
  • Outras fontes citam cerca de 806 detidos por motivos políticos, incluindo 175 militares, 105 mulheres e um adolescente.

Horas após o anúncio de Rodríguez, o governo da Espanha confirmou a libertação de cinco cidadãos espanhóis (um com dupla nacionalidade) que já se preparam para viajar ao país europeu. De acordo com o jornal El País, entre os libertados estão a ativista Rocío San Miguel e o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez.

Rodríguez reiterou que as libertações são um gesto unilateral do governo bolivariano e que não foram acordadas com nenhuma outra parte, inclusive setores da oposição, a quem se referiu como "extremistas". Ele também aproveitou para defender que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é parte de "acordos entre dois governos soberanos".

Com informações de: g1.globo.com, istoedinheiro.com.br, www1.folha.uol.com.br ■

Mais Notícias