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Ministro venezuelano acusa EUA de massacre e sequestro: "100 mortos, incluindo civis"
Diosdado Cabello afirma, em pronunciamento, que Maduro foi sequestrado durante "ato terrorista" e um "massacre" perpetrado em solo venezuelano
America do Sul
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSSnPse4vc1hsYEL63yDMVLzoQMCcnSOaRsEA&s
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■   Bernardo Cahue, 08/01/2026

O governo da Venezuela, através de seu ministro do Interior, Diosdado Cabello, acusou formalmente os Estados Unidos de ter executado um ataque militar que resultou em um alto número de baixas no país. Em declarações veementes, Cabello afirmou que a ação deixou 100 mortos, incluindo civis, e classificou a captura do presidente Nicolás Maduro como um "sequestro".

As Acusações de Cabello

Em pronunciamentos divulgados pela imprensa estatal e internacional, Diosdado Cabello detalhou a gravidade dos acontecimentos:

  • Número de vítimas: O ministro foi enfático ao quantificar as perdas humanas, declarando que o ataque resultou em exatamente 100 mortos.
  • Natureza das vítimas: Cabello destacou que entre os falecidos há civis, além de militares e agentes de segurança, configurando, em sua visão, um ato de extrema violência contra a população.
  • Classificação do ato: O titular do Interior descreveu a operação como um "ato terrorista" e um "massacre" perpetrado em solo venezuelano, violando a soberania nacional.
  • Sorte do presidente: Sobre a captura de Nicolás Maduro, Cabello foi direto: tratou-se de um "sequestro", negando qualquer legitimidade jurídica ou política à ação norte-americana.

Contexto e Repercussão das Declarações

As declarações do ministro Cabello constituem a resposta oficial inicial e mais contundente do governo venezuelano à operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Seu relato, que coloca o número de mortos em três dígitos, estabeleceu imediatamente o tom da narrativa oficial de Caracas, que busca:

  1. Enquadrar o evento como uma agressão desproporcional e ilegal.
  2. Mobilizar a opinião pública nacional e internacional contra a intervenção, focando no custo humano.
  3. Reforçar internamente a imagem do governo Maduro (agora sob a presidência interina de Delcy Rodríguez) como vítima de uma potência estrangeira.

Embora outras fontes, como o The New York Times, citem números diferentes de baixas (cerca de 80), a afirmação categórica de Cabello de "100 mortos" tornou-se o dado de referência para a posição venezuelana e para amplos setores que condenam a ação. Sua fala também serviu para justificar a decretação de um estado de "Conmoción Interior" no país, centralizando poderes no executivo.

Resposta a uma Operação de Longo Planejamento

As acusações feitas pelo ministro do Interior respondem a uma operação que, segundo análises internacionais, seria o ápice de uma escalada iniciada em 2025. Ao denunciar o ataque como um "massacre", Cabello visa contrapor-se diretamente à justificativa norte-americana de que a ação, batizada "Operação Resolução Absoluta", teria como objetivo principal o combate ao narcoterrorismo e a captura de Maduro, acusado pelos EUA de liderar um "narco-estado".

Para a Venezuela, a narrativa apresentada por Diosdado Cabello é fundamental. Ela desloca o foco do debate das acusações de narcotráfico para as consequências humanitárias imediatas da intervenção, buscando ganhar legitimidade e apoio em fóruns como as Nações Unidas, onde a soberania e o não-intervencionismo são princípios caros a muitas nações.

Com informações de France 24, BBC, Wikipedia (Intervención de Estados Unidos), El País, U.S. News & World Report, CNN Español (artigos de 03/01 e 06/01), Xinhua, Página 12, Wikipedia (2026 United States strikes in Venezuela) ■

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