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Venezuela sob ataque: mobilização popular e condenação internacional à agressão dos EUA
Desde a invasão militar até a captura de Maduro, a comunidade global reage com críticas e pedidos de urgência no Conselho de Segurança da ONU
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 03/01/2026

Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo de grande escala contra alvos na Venezuela, culminando com a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente Donald Trump confirmou a operação, justificando-a como uma ação contra o narcotráfico. Em resposta, o povo venezuelano saiu às ruas em várias cidades, mobilizado por um chamado à unidade nacional para defender a soberania do país. Em Caracas, manifestantes concentraram-se na Avenida Urdaneta, próximo ao Palácio de Miraflores, reafirmando o repúdio à ingerência externa.

África do Sul exige reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

O governo da África do Sul condenou veementemente o ataque e a captura de Maduro, classificando-os como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. Em comunicado, o Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO) sul-africano exigiu a convocação imediata de uma reunião do Conselho de Segurança, alertando que invasões militares contra estados soberanos só geram instabilidade e crises mais profundas. O país uniu-se ao pedido formal feito pelo próprio governo venezuelano perante o Conselho.

Parlamentares e políticos de todo o mundo repudiam a agressão

A ação militar, não autorizada pelo Congresso dos EUA, foi qualificada por legisladores e líderes globais como ilegal, criminal e uma ruptura flagrante da ordem internacional – a mais grave contra uma nação sul-americana em mais de um século. Nos Estados Unidos, o senador Brian Schatz questionou a falta de interesses vitais no país que justificassem uma guerra, enquanto o deputado Jim McGovern denunciou o ataque como injustificado e ilegal. Na Europa, a política alemã Sahra Wagenknecht cobrou uma condenação firme de seu governo, acusando os EUA de buscarem um mudança de regime para controlar as riquezas petrolíferas venezuelanas.

Reação na Espanha: sindicatos e políticos condenam a intervenção

Na Espanha, a eurodeputada Irene Montero (Podemos) denunciou: “EUA bombardeia Venezuela, sequestra seu presidente e se apossa do país. Outro Iraque por petróleo” e criticou a postura de “prudência” adotada por governos europeus. Os sindicatos UGT e CCOO emitiram um comunicado conjunto condenando o uso unilateral da força contra um Estado soberano e exigindo o fim da ingerência norte-americana. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, condenou o ataque e pediu desescalada, embora reafirmando que a Espanha não reconhece o governo Maduro nem a intervenção que viola o direito internacional.

Unidade nacional e resistência popular

Diante da agressão, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez denunciou os bombardeios que causaram mortes de civis e exigiu prova de vida do presidente Maduro e de Cilia Flores. Nas ruas, cidadãos como Mariela Machado e Jerson Vega expressaram a determinação de defender a pátria e alertaram que “esta ação hoje é na Venezuela, amanhã pode ser na Colômbia ou em qualquer país”. A mobilização popular, que rememora a resistência ao golpe de 2002, mantém-se firme com o objetivo de exigir a restituição do presidente e a condenação internacional dos ataques.

Com informações de: teleSUR, Swissinfo, Infobae ■

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