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O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado neste sábado (3) condenando veementemente os ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. A China se disse "profundamente chocada" e afirmou que a ação americana "viola seriamente o direito internacional e a soberania da Venezuela".
A operação, descrita pelo presidente Donald Trump como um "ataque de grande escala", utilizou equipes da Força Delta – a tropa de elite de operações especiais do Exército americano – para capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e retirá-los do país por via aérea. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado em um tribunal de Nova York por acusações associadas ao narcoterrorismo.
A ação militar começou nas primeiras horas da madrugada de sábado, com fortes explosões sendo reportadas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Alvos incluíram o complexo militar de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota.
Em resposta, o governo venezuelano declarou estado de comoção exterior e ativou seu sistema de defesa integral. A vice-presidente Delcy Rodríguez, em comunicado exibido pela TV estatal, afirmou não saber o paradeiro de Maduro ou de sua esposa e exigiu uma "prova de vida imediata" de ambos. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, declarou: "Não vão nos derrotar".
Em uma coletiva de imprensa em Pequim, um porta-voz da chancelaria chinesa deixou clara a posição do país:
A agência de notícias estatal Xinhua publicou um comentário reforçando a posição oficial, argumentando que a ação dos EUA "viola claramente o Artigo 2(4) da Carta da ONU", que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de um Estado. O texto ainda traçou um paralelo histórico com intervenções anteriores dos EUA no Panamá, Iraque e Líbia.
A condenação chinesa se soma a outras vozes internacionais que expressaram grave preocupação:
Dentro da Venezuela, a líder oposicionista e Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, comemorou a queda de Maduro, declarando que "chegou a hora da liberdade" e defendendo que Edmundo Gonzáles Urritia – candidato apoiado pela oposição nas eleições de 2024 – assuma a Presidência.
Especialistas questionam a capacidade das Forças Armadas venezuelanas de reagir de forma eficaz à maior potência militar do mundo. Análises indicam que, embora a Venezuela possua alguns equipamentos modernos, como:
...seus militares enfrentam problemas crônicos de manutenção, deserção e falta de treinamento regular. O analista Andrei Serbin Pont avalia que grande parte da rede de defesa antiaérea pode ser "facilmente neutralizada" com tecnologia norte-americana ou já se encontra fora de serviço.
A estratégia venezuelana, segundo analistas, parece ser menos de confronto convencional e mais de sinalizar uma possível guerra prolongada ou de guerrilha, dispersando equipamentos para criar um cenário de instabilidade que dificulte uma ocupação ou transição.
Trump afirmou que os EUA terão um "forte envolvimento com a indústria petrolífera da Venezuela" no pós-Maduro. A situação gerou uma crise diplomática de grandes proporções, com o governo brasileiro marcando uma reunião de emergência no Itamaraty para discutir o caso.
A China, por sua vez, emitiu um alerta de segurança para seus cidadãos na Venezuela, recomendando que evitem sair de casa "a não ser que absolutamente necessário" e que se afastem de zonas de conflito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, já havia afirmado anteriormente que o país se opõe a qualquer interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela.
Com informações de: CNN Brasil, G1, Brasil de Fato, Deutsche Welle, Macau Business, Forbes, BBC, Facebook/Xinhua News, Xinhua, InfoMoney ■