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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma dura condenação aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos na Venezuela e à subsequente captura do presidente Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3). Em declarações nas redes sociais, Lula classificou os atos como uma "afronta gravíssima à soberania" venezuelana e afirmou que Washington "cruzou uma linha inaceitável".
Lula argumentou que atacar países constitui uma violação flagrante do direito internacional e representa o primeiro passo para um mundo de violência e caos, "onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo". Ele ainda alertou que a ação "recorda os piores momentos de ingerência na política latino-americana" e ameaça a preservação da região como zona de paz.
O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para analisar a crise e suas implicações para a segurança regional, com a participação de representantes das Forças Armadas e do Ministério da Defesa. A Secretária-Geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, conduz os trabalhos na ausência do chanceler Mauro Vieira.
O ataque começou por volta das 2h da madrugada (hora local) em Caracas, com explosões registradas em múltiplos pontos por pelo menos duas horas. Segundo informações do presidente colombiano, Gustavo Petro, e de veículos de mídia, os alvos incluíram:
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou em sua rede social a realização de um "ataque a grande escala" e anunciou que o presidente Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram saquestrados e trasladados para fora da Venezuela. A operação teria envolvido um grande desdobramento de helicópteros e unidades de forças especiais como os Delta Force.
Poucas horas depois, a fiscal geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro e Flores foram formalmente acusados perante um tribunal do Distrito Sul de Nova York. As acusações contra Maduro incluem:
Em resposta, o governo venezuelano decretou estado de comoção exterior e ativou todos os planos de defesa nacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu uma "prova de vida imediata" de Maduro e de sua esposa, cujo paradeiro permanece desconhecido pelas autoridades do país. O chanceler Yván Gil exigiu a devolução "imediata" do presidente, afirmando que sua captura viola a imunidade dos chefes de Estado e estabelece um precedente perigoso.
A ação militar dos EUA gerou uma resposta imediata nas respostas internacionais:
A intervenção ocorre após meses de tensão crescente. Em agosto de 2025, os EUA aumentaram a presença naval no Caribe com o objetivo declarado de combater o narcotráfico. O governo Trump acusa Maduro e altos funcionários de facilitar o tráfico de drogas, designando o chamado Cartel dos Soles como organização terrorista. Em outubro, Trump já havia autorizado a CIA a operar dentro da Venezuela para reprimir fluxos de drogas e migrantes.
Com informações de: Pagina12, BBC Mundo, El País, teleSUR, CNN Español, El Mundo, Prensa Latina, Wikipedia, La Nación, El Periódico ■