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URGENTE: EUA BOMBARDEIA CARACAS E SEQUESTRA MADURO
Operação militar antes do amanhecer incluiu bombardeios a bases militares e resultou na retirada do líder venezuelano do país, que será julgado nos EUA
America do Sul
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSrakJTLhdGr8vwUfZRPZJG2FekXpnyIVe2bA&s
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■   Bernardo Cahue, 03/01/2026

Forças dos Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O ataque, que incluiu bombardeios a múltiplos alvos na capital Caracas e em outros estados, foi confirmado pelo presidente americano Donald Trump em suas redes sociais na madrugada deste sábado (3).

O governo venezuelano condenou a ação, classificando-a como uma "agressão imperial" e "gravíssima agressão militar", e exigiu uma prova de vida do casal preso. A vice-presidente Delcy Rodríguez ativou os planos de defesa da nação e convocou a população a se mobilizar.

O ataque a Caracas e a operação de captura

Por volta das 02h (horário local), os moradores de Caracas relataram ao menos sete fortes explosões e o ruído de aeronaves sobrevoando a cidade a baixa altitude. Entre os alvos identificados estavam instalações militares estratégicas:

  • Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda (La Carlota), na área metropolitana de Caracas.
  • Forte Tiuna, o maior complexo militar do país.
  • O Quartel da Montanha, mausoléu onde estão os restos do ex-presidente Hugo Chávez.
  • Alvos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, onde ficam o porto e o aeroporto que servem à capital.

Vídeos nas redes sociais mostraram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA, possivelmente modelos CH-47G Chinook, sobrevoando a cidade durante os ataques. A operação para capturar Maduro teria sido executada pela Delta Force, a principal unidade de operações especiais do Exército americano. Trump, em breve entrevista, elogiou o planejamento e a execução, chamando-a de "operação brilhante".

Maduro será julgado nos Estados Unidos

Donald Trump anunciou que Maduro e sua esposa foram "capturados e retirados do país". Horas depois, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que o casal será julgado em solo americano.

Eles responderão a uma acusação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York, que inclui crimes como:

  • Conspiração para narcoterrorismo.
  • Conspiração para importação de cocaína.
  • Posse de armas automáticas e dispositivos de destruição.

Bondi referiu-se a Maduro e Flores como "supostos narcotraficantes internacionais" e prometeu que enfrentariam "toda a força da justiça americana". O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Maduro é o "chefe do Cartel de Los Soles, uma organização narcoterrorista".

Reação na Venezuela e apagão aéreo

O governo venezuelano está sob a liderança da vice-presidente Delcy Rodríguez, que exige "prova de vida" de Maduro e Flores. Autoridades denunciaram vítimas civis. O procurador-geral Tarek William Saab afirmou que "vítimas inocentes foram gravemente feridas e outras mortas", enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que foguetes foram disparados contra áreas urbanas.

Em meio ao caos, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA emitiu um alerta proibindo todas as aeronaves americanas de operarem no espaço aéreo venezuelano, citando "atividade militar em andamento". Trump havia alertado na semana anterior que o espaço aéreo deveria ser considerado "fechado".

Antecedentes: a escalada que levou ao ataque

Esta ação militar é o ponto máximo de uma campanha de pressão que se intensificou nos últimos meses. O contexto inclui:

  1. Acusações de Narcotráfico: Desde 2020, os EUA acusam Maduro e altos funcionários de colaborar com as FARC para traficar cocaína. Em 2025, a recompensa por informações que levassem à sua captura foi elevada para US$ 50 milhões.
  2. Bloqueio Naval: A partir de agosto de 2025, os EUA iniciaram um aumento de sua presença militar no Caribe, enviando navios de guerra e o porta-aviões USS Gerald R. Ford. Em dezembro, começaram a interceptar petroleiros, impondo uma quarentena naval à Venezuela.
  3. Ataques Prévios A campanha, batizada de "Operação Southern Spear", já incluía ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe.

Um histórico de intervenções na América Latina

Analistas apontam que a ação segue um padrão histórico de intervenção militar dos EUA na região.

  • Guatemala (1954): A CIA orquestrou um golpe que derrubou o presidente democraticamente eleito Jacobo Árbenz.
  • República Dominicana (1965): Os EUA lançaram a "Operação Power Pack", desembarcando milhares de soldados para impedir o retorno ao poder do presidente Juan Bosch.
  • Chile (1973): Washington apoiou o golpe de Estado que derrubou o presidente socialista Salvador Allende.
  • Panamá (1989-1990): Uma invasão em grande escala ("Operação Causa Justa") prendeu o líder Manuel Noriega e o levou para julgamento nos EUA — um precedente direto para a captura de Maduro.

Um especialista consultado pela Xinhua definiu o ataque atual como "intervencionismo do século XX com tecnologia do XXI", com objetivos claros de controle de recursos estratégicos, como o petróleo venezuelano.

Repercussão internacional dividida

A comunidade internacional reage de forma polarizada, refletindo alinhamentos geopolíticos:

  • Condenações: Brasil, Colômbia e México, países latino-americanos, repudiaram a ação. O presidente Lula afirmou que os atos "ultrapassam uma linha inaceitável" e representam uma "afronta gravíssima à soberania". Rússia condenou o "ato de agressão armada", e Cuba falou em "ataque criminal".
  • Apoio: O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou: "A liberdade avança".
  • Posição Cautelosa: A União Europeia pediu moderação e respeito ao direito internacional, mas reiterou que Maduro "carece de legitimidade". O Reino Unido afirmou não ter participado da operação e defendeu a lei internacional.

Um novo capítulo de instabilidade regional

A captura de Maduro por forças estrangeiras é um evento sem precedentes no século XXI na América Latina e abre um período de extrema incerteza. As implicações são profundas:

  • Vazio de Poder na Venezuela: Com a liderança principal removida à força, o país enfrenta uma crise institucional aguda.
  • Tensão Geopolítica: A ação aprofunda as fissuras entre os blocos liderados por EUA e por potências como Rússia e China.
  • Precedente Perigoso: Estabelece a possibilidade de intervenção militar unilateral com base em acusações de narcotráfico, alarmando outros governos da região.
  • Crise Humanitária: O ataque a áreas urbanas e a instabilidade resultante podem agravar a já grave situação da população venezuelana.

O futuro imediato da Venezuela e o julgamento de Maduro nos Estados Unidos serão determinantes para definir se este evento marcará o início de uma nova era de intervencionismo ou um caso isolado de consequências catastróficas.

Com informações de: O Globo, The Guardian, Wikipedia, UOL, Deutsche Welle (DW), Cadena SER, Xinhua, The Moscow Times ■

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