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O novo salário mínimo nacional de R$ 1.621 começa a valer a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O valor, oficializado por decreto presidencial, representa um aumento de R$ 103 (ou 6,79%) em relação ao piso de 2025, que era de R$ 1.518. O reajuste segue a política de valorização e impacta diretamente a renda de cerca de 61,9 milhões de brasileiros que têm seus vencimentos ou benefícios atrelados ao piso nacional.
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), essa valorização deve injetar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano, considerando os efeitos sobre o consumo e a arrecadação. Desse total, cerca de R$ 39,1 bilhões correspondem ao impacto adicional sobre a folha de benefícios da Previdência Social.
A regra de reajuste, vigente desde 2024, determina a correção do salário mínimo com base em dois componentes:
No entanto, o arcabouço fiscal (regra que controla os gastos públicos) estabelece um limite para o ganho real (acima da inflação) entre 0,6% e 2,5% ao ano. Por essa razão, a incorporação integral do crescimento de 3,4% do PIB não foi possível, sendo limitada a 2,5%. O cálculo final (4,18% + 2,5%) resultou no reajuste de 6,79%. Sem esse teto, o salário mínimo chegaria a R$ 1.636.
O salário mínimo serve de referência para uma série de benefícios e obrigações. Com o novo valor, as principais alterações são:
Embora o novo mínimo represente um ganho real para o trabalhador, estudos do Dieese mostram que o valor necessário para sustentar adequadamente uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.067,18, evidenciando a distância entre o piso legal e o custo real da cesta básica e despesas essenciais. Em contrapartida, a relação entre o salário mínimo e o custo da cesta básica melhorou, alcançando em janeiro de 2026 a capacidade de compra de 1,93 cestas básicas na cidade de São Paulo, o maior índice desde 2019.
Com informações de: Agência Brasil, R7, Folha de S.Paulo, BBC News Brasil, Senado Federal ■