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PF cumpre 10 mandados de prisão domiciliar contra condenados por tentativa de golpe
Medida foi determinada por Alexandre de Moraes após tentativa de fuga de Silvinei Vasques; alvos incluem ex-assessor de Bolsonaro e militares
Politica
Foto: https://vtvnews.com.br/wp-content/uploads/2025/12/tentativa-de-golpe.webp
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■   Bernardo Cahue, 27/12/2025

A Polícia Federal (PF) cumpriu, neste sábado (27/12/2025), dez mandados de prisão domiciliar contra condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, que tentava fugir para El Salvador com documentos falsos.

Os mandados foram expedidos no contexto de três ações penais referentes aos núcleos 2, 3 e 4 da chamada trama golpista, que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo a PF, as ordens estão sendo cumpridas em sete estados e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das ações.

Os condenados alvos da operação são:

  • Filipe Martins (ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Paraná);
  • Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército, no Espírito Santo);
  • Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do Exército, no DF);
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército, no Tocantins);
  • Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército, na Bahia);
  • Guilherme Marques Almeida (tenente-coronel do Exército);
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército, no RJ);
  • Marília Alencar (ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, no DF);
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (ex-major do Exército, no RJ);
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

Até a última atualização, 8 dos 10 mandados já haviam sido cumpridos. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha não foi encontrado e é considerado foragido, enquanto Guilherme Marques Almeida estava em outro estado, mas já estava em direção à sua residência para cumprir a medida.

As medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes incluem:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de uso de redes sociais;
  • Proibição de contato com outros investigados;
  • Entrega de passaportes;
  • Proibição de receber visitas;
  • Suspensão de documentos de porte de arma de fogo.

Na decisão, Moraes citou a tentativa de fuga de Silvinei Vasques e a fuga de Alexandre Ramagem (também condenado pelo STF) para justificar o "fundado receio" de novas tentativas de fuga pelos integrantes da organização criminosa.

A defesa de Filipe Martins, por meio do advogado Jeffrey Chiquini, considerou a prisão "abusiva", argumentando que não há indícios concretos de risco de fuga e que a Constituição proíbe punir uma pessoa por atos de terceiros. Martins, que integra o núcleo 2 da trama, foi condenado a 21 anos de prisão, enquanto Silvinei Vasques recebeu pena de 24 anos e 6 meses.

Os condenados dos núcleos 2, 3 e 4 ainda aguardam a publicação dos acórdãos pelo STF para, então, apresentarem recursos. As condenações não são definitivas.

Com informações de G1, UOL (Reuters) e DW■

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