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Ex-delegado da PF Silvinei Vasques é repatriado após captura em solo paraguaio
Preso por agentes internacionais na fronteira, brasileiro é conduzido a Curitiba para responder a processos criminais
Politica
Foto: https://hojepr.com/wp-content/uploads/2025/12/silvinei-1.jpg
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■   Bernardo Cahue, 26/12/2025

O ex-delegado da Polícia Federal Silvinei Vasques foi formalmente entregue às autoridades brasileiras nesta quinta-feira, após ser preso na cidade paraguaia de Ciudad del Este. A captura foi realizada por uma força-tarefa conjunta, que incluiu a Polícia Nacional do Paraguai e a INTERPOL, atendendo a um pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal do Brasil.

Vasques, que já foi um dos principais nomes da PF no Paraná e atuou em operações de alto perfil, é investigado em múltiplos processos. Seu nome ganhou notoriedade após ser afastado da corporação e se tornar alvo de apurações sobre supostos desvios de conduta e ilícitos financeiros.

Os principais crimes pelos quais ele responde incluem:

  • Lavagem de dinheiro, com suposto envolvimento em esquemas de ocultação de recursos;
  • Corrupção ativa e passiva, relacionada a supostos favorecimentos em investigações;
  • Associação criminosa, por laços alegados com grupos investigados.

O processo de repatriação foi rápido. Após a prisão no Paraguai, Vasques foi conduzido ao Posto da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), onde a prisão foi cumprida. Em seguida, foi transportado de avião para Curitiba, onde será custodiado e apresentado à Justiça.

Contexto e Repercussões

A queda de Silvinei Vasques simboliza um capítulo conturbado dentro da própria PF. Sua trajetória, outrora marcada por participação em investigações de grande impacto, foi manchada por acusações graves que levaram ao seu afastamento e à perda do cargo de delegado.

Especialistas apontam que a prisão internacional e a rápida entrega ao Brasil refletem:

  1. A eficácia dos mecanismos de cooperação policial entre os países do Mercosul;
  2. A pressão do sistema judiciário brasileiro para que figuras com foro privilegiado respondam aos processos;
  3. Um possível esforço para desarticular redes financeiras ilícitas que operam na fronteira.

A defesa de Vasques ainda não se manifestou oficialmente sobre a repatriação, mas em alegações anteriores sempre negou todas as acusações, classificando-as como perseguição política.

Com informações de: G1, UOL, Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil

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