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Autoridades norte-americanas confirmaram, neste domingo (21), que a Guarda Costeira dos Estados Unidos está em perseguição ativa a um terceiro navio-tanque em águas internacionais próximas à Venezuela. A ação representa a terceira intervenção desse tipo em menos de duas semanas e ocorre no contexto de uma campanha de pressão do governo Trump contra o regime de Nicolás Maduro, que inclui um bloqueio naval e uma massiva mobilização militar no Caribe.
Um oficial norte-americano, falando sob condição de anonimato, descreveu a embarcação-alvo como um "vaso da frota sombra sancionado que faz parte da evasão ilegal de sanções da Venezuela". A mesma fonte afirmou que o navio está "navegando com uma bandeira falsa e sob uma ordem judicial de apreensão". Até o momento, o petroleiro não foi abordado, e autoridades não divulgaram sua localização precisa ou nome.
A operação segue duas apreensões realizadas neste mês de dezembro:
Essas ações são a aplicação prática de uma ordem emitida pelo Presidente Donald Trump em 16 de dezembro, declarando um "bloqueio total e completo de todos os petroleiros sancionados entrando e saindo da Venezuela". Em suas declarações, Trump vinculou a ação à recuperação de ativos petrolíferos que alega terem sido "roubados" da América e ao combate ao que seu governo classifica como uma organização terrorista liderada por Maduro.
O governo dos EUA justifica as interceptações como parte de uma operão mais ampla (Operação Southern Spear) para desmantelar redes criminosas e de tráfico de drogas. Autoridades afirmam que a Venezuela usa a receita do petróleo para financiar "narcoterrorismo" na região. O Diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, minimizou o impacto no mercado, afirmando que os navios interceptados operavam no mercado negro e abasteciam países sob sanções.
A resposta de Caracas tem sido de veemente condenação. O governo venezuelano qualificou a apreensão do sábado como "roubo e sequestro" e um "grave ato de pirataria internacional". Em um comunicado oficial, o regime de Maduro afirmou que "esses atos não ficarão impunes" e prometeu apresentar uma queixa formal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, declarou que o país "está travando uma batalha contra mentiras, manipulação, interferência, ameaças militares e guerra psicológica", acrescentando que isso "não nos intimidará".
A campanha de pressão é apoiada por uma significativa presença militar dos EUA no Caribe, que inclui:
Desde setembro, os militares norte-americanos também conduziram mais de duas dezenas de ataques aéreos letais contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região, resultando em mais de 100 mortes. O Presidente Trump não descartou a possibilidade de um conflito aberto com a Venezuela.
As ações americanas criaram uma divisão entre os líderes da América do Sul. No sábado, durante uma cúpula do Mercosul, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva advertiu que uma operação militar dos EUA na Venezuela poderia desencadear "uma catástrofe humanitária". Em contrapartida, o presidente argentino Javier Milei, aliado de Trump, declarou que a Argentina "saúda a pressão dos Estados Unidos e de Donald Trump para libertar o povo venezuelano".
Com informações de: France24, The Guardian, The Washington Post, Al Jazeera, ABC News 4, Newsweek, BBC, DW ■