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As forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela neste sábado (20 de dezembro). Esta é a segunda operação do tipo em dezembro, marcando uma escalada significativa na pressão militar e econômica do governo Trump sobre o regime de Nicolás Maduro. A ação foi confirmada publicamente pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem.
A embarcação apreendida é o petroleiro Centuries, que navega com bandeira do Panamá. De acordo com registros e imagens de satélite, o navio estava completamente carregado com 2 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano desde o dia 11 de dezembro e tinha seguido uma rota em direção à Ásia após passar por Granada. A operação, descrita como "uma ação ao amanhecer", foi conduzida pela Guarda Costeira dos EUA com o apoio do Departamento de Defesa (Pentágono). Um vídeo divulgado pelas autoridades americanas mostra helicópteros pousando no convés do navio.
Em comunicado, a secretária Kristi Noem justificou a apreensão afirmando que os EUA continuarão a "perseguir o movimento ilícito de petróleo sancionado que é usado para financiar o narcoterrorismo na região". A administração Trump acusa Maduro de liderar uma organização denominada "Cartel de los Soles", usando a receita do petróleo para financiar atividades ilegais.
O governo venezuelano reagiu imediatamente, emitindo um comunicado que classifica a interceptação como um "ato de pirataria" e um "sequestro" de um navio privado. Caracas anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e a outros fóruns multilaterais. Anteriormente, após a primeira apreensão, o presidente Maduro já havia denunciado uma "interferência brutal" de Washington.
Esta operação é parte de uma campanha mais ampla. No último dia 10 de dezembro, os EUA já haviam apreendido o petroleiro Skipper na costa venezuelana. Na terça-feira (16), o presidente Donald Trump anunciou a ordem para um "bloqueio total e completo" de petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela. As consequências dessas medidas já são sentidas:
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas sua economia depende criticamente da receita da exportação. Apesar do cenário desafiador, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou no sábado (20) ter alcançado uma meta de produção de 1,2 milhão de barris por dia para 2025. Esse anúncio, feito pela vice-presidente Delcy Rodríguez, é encarado como uma demonstração de resiliência frente às sanções.
No mercado global, a China é o maior comprador do petróleo venezuelano, absorvendo cerca de 4% de suas importações. Analistas apontam que, se o bloqueio persistir, a retirada de quase um milhão de barris diários do mercado pode pressionar os preços internacionais do petróleo para cima. Enquanto isso, empresas com licenças específicas dos EUA, como a americana Chevron, continuam operando e exportando crude venezuelano sem interrupções.
Com informações de: BBC, G1, DW, InfoMoney, Infobae, Times Brasil, La Iguana TV ■