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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou que a Marinha do país escoltasse navios petroleiros que transportam petróleo e derivados, em resposta ao bloqueio total decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo New York Times e confirmada por fontes anônimas ao jornal.
A ordem foi dada na quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, e já resultou na partida de vários navios da costa leste venezuelana entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira. As embarcações, que carregavam ureia, coque de petróleo e outros derivados, partiram do porto de José com destino a mercados asiáticos.
Trump anunciou na terça-feira, 16 de dezembro, um "bloqueio total e completo" a todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano justificou a medida designando o governo venezuelano como "organização terrorista estrangeira" e acusando-o de financiar narcoterrorismo, tráfico humano e outros crimes.
A decisão ocorre após a apreensão, na semana passada, de um petroleiro sancionado que transportava quase dois milhões de barris de petróleo venezuelano com destino à Ásia. A Venezuela classificou o ato como "ato de pirataria naval" e denunciou o caso ao Conselho de Segurança da ONU.
Cerca de 40% dos petroleiros que transportaram petróleo venezuelano nos últimos anos estão sob sanções dos EUA, segundo dados do TankerTrackers.com. A Venezuela, que depende do petróleo para mais de 90% de sua receita, tem usado navios "fantasmas" para contornar as sanções e exportar a preços abaixo do mercado.
Nos últimos meses, os EUA deslocaram milhares de soldados, um porta-aviões, destróieres com mísseis guiados, caças F-35 e um submarino nuclear para a região do Caribe, aumentando o risco de um confronto direto. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, declarou que as Forças Armadas do país "não se deixam intimidar" pelas ameaças "arrogantes" de Trump.
Com informações de: UOL, Estadão, Veja, O Globo, RTP ■