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Ataque a sede sindical na Argentina é considerado intimidação antes de mobilização nacional
Invasão destruiu escritório de dirigente da CGT; gremialistas mantêm protesto contra reforma laboral para 18 de dezembro
America do Sul
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRiW_f_yashjq9hYF61OBqAPL6WWgp-ImC77g&s
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■   Bernardo Cahue, 15/12/2025

A sede do Sindicato de Empleados de la Industria del Vidrio y Afines (SEIVARA) foi violentada durante a madrugada de domingo (14 de dezembro de 2025), em um contexto marcado pelo debate da reforma laboral no Congresso argentino e a poucos dias de uma mobilização nacional convocada pela CGT para o dia 18[reference:0].

O ataque ocorreu por volta das 1h30 na Avenida Garay 371, no bairro de La Boca, em Buenos Aires. De acordo com a denúncia, indivíduos encapuzados ingressaram no prédio sindical através de uma construção vizinha, inutilizaram as câmaras de segurança e causaram grandes estragos. A sala de Cristian Jerónimo, secretário geral do SEIVARA e integrante da direção da CGT, foi completamente destruída.

A CGT considera o fato um claro ato de intimidação em um momento político sensível, especialmente após a central ter rejeitado de forma unânime o projeto de reforma laboral do governo. A entidade afirma que o nível de planejamento e a profissionalidade dos autores superam as características de um roubo comum e exigem uma investigação urgente.

Jerónimo, que estava dentro do local durante o ataque, pediu a intervenção da Justiça e expressou confiança de que os fatos serão esclarecidos. O dirigente, de 41 anos, é o secretário-geral mais jovem da CGT e mantém uma postura pública firme contra a reforma laboral.

O ataque ocorre a apenas três dias da mobilização nacional convocada pela CGT para 18 de dezembro. A marcha central será na Cidade de Buenos Aires, da Plaza de Mayo ao Congresso, com protestos simultâneos em praças de todo o país, para mostrar aos legisladores a rejeição popular à reforma laboral promovida pelo governo de Javier Milei.

Diante do ocorrido, Jerónimo afirmou que o ataque não altera o rumo do movimento sindical e que, longe de amedrontá-los, reforça a determinação de seguir com o plano de luta, a mobilização do dia 18 e a defesa dos direitos trabalhistas.

Com informações de: teleSUR, Hoy Dia, Noticias Argentinas, CHACODIAPORDIA.COM, Diario Popular ■

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