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O governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (15 de dezembro de 2025) a extinção imediata de qualquer contrato, acordo ou negociação para o fornecimento de gás natural a Trinidad e Tobago. A decisão foi tomada após Caracas denunciar a "complicidade direta" do governo trinitense no que classifica como "roubo de petróleo venezulano" perpetrado pelos Estados Unidos no último dia 10 de dezembro[reference:0].
Em comunicado oficial, o Executivo venezuelano afirma ter "pleno conhecimento" da participação do governo de Trinidad e Tobago em uma operação qualificada como "ato de pirataria internacional", que constitui uma grave violação do direito internacional e dos princípios de livre navegación e comércio[reference:1]. O texto acusa diretamente a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar de manter uma "agenda hostil" contra Venezuela desde sua chegada ao governo, incluindo a instalação de radares militares estadunidenses em territorio trinitense para "asediar e interceptar" buques que transportam petróleo venezolano[reference:2].
Segundo o comunicado, essas ações teriam convertido Trinidad e Tobago em uma "plataforma militar avançada de Estados Unidos no Caribe", utilizada para agredir a Venezuela e facilitar operações de despojo de seus recursos energéticos. Diante dessa escalada, o presidente Nicolás Maduro recordou que Venezuela já havia denunciado previamente o Acordo Marco de Cooperação Energética entre os dois países, e que o novo episódio representa um "ponto de ruptura definitivo" na relação energética bilateral.
A medida impacta diretamente os planos energéticos regionais impulsados desde Puerto España e foi respaldada publicamente pelo Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV). Seu secretário-geral, Diosdado Cabello"total e absolutamente" a decisão do governo nacional, denunciando que a primeira-ministra Persad-Bissessar "transformou seu país em um porta-aviões contra a pátria de Bolívar" e apoiou "execuções extrajudiciais" dos EUA no Caribe.
Cabello também dirigiu advertências aos governos de Trinidad e Tobago e da Guiana, afirmando que "qualquer agressão contra Venezuela saberá qual será nossa resposta" e que esses países "têm responsabilidade" perante as ações injerencistas dos Estados Unidos. Além disso, denunciou que Trinidad e Tobago tem prestado seu territorio para "operações militares encubiertas" estadunidenses na região, violando o direito internacional.
O comunicado venezuelano conclui com uma "advertência política e soberana", reafirmando que o Estado "não permitirá que nenhum ente colonial nem seus aliados atentem contra a soberania, o direito al desenvolvimento e controle de seus recursos estratégicos". A decisão está enquadrada no que Caracas define como uma "doutrina de defesa integral" frente a uma "ofensiva coordenada de carácter imperial" destinada a asfixiar economicamente o país.
Com informações de teleSUR, QuePasa.com.ve■