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A condenação definitiva do ex-presitor Jair Bolsonaro e de quatro oficiais generais pela tentativa de golpe de Estado de 2022 abriu um novo capítulo judicial: um processo na Justiça Militar que pode resultar na perda de seus postos, patentes e direito ao uso de uniforme. O procedimento, que depende de um pedido do Ministério Público Militar (MPM), deve ser julgado pelo Superior Tribunal Militar (STM) somente em 2026.
Dados do próprio STM indicam que, nos últimos oito anos, o tribunal julgou 94 processos de perda de posto e patente. Em mais de 86% dos casos (81 processos), a decisão foi pela cassação. A maioria envolvia oficiais do Exército.
Apesar desse histórico rigoroso, especialistas apontam que a composição do STM – com dois terços de seus membros sendo oficiais generais – pode influenciar o desfecho. Um professor de direito constitucional entrevistado pela CNN Brasil avaliou que o tribunal pode considerar os atos dos militares como crimes, mas insuficientes para justificar a perda das patentes.
A perda de patente, se decretada, é um golpe simbólico e material severo na carreira de um militar, representando a ruptura definitiva com a instituição à qual serviu. No entanto, mesmo com a cassação, os militares condenados podem continuar a receber remunerações e pensões para esposa e familiares.
Com informações de G1, BBC, CNN Brasil ■