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Autoridades cubanas emitiram um alerta sobre o que denominam de uma eventual agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, com o objetivo declarado de derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío advertiu por meio de redes sociais sobre o crescente "perigo de agressão militar e terrorista contra a Venezuela".
O governo cubano foi além nas críticas, afirmando que Washington está utilizando "falsos pretextos" para justificar uma ação militar. O chanceler Bruno Rodríguez denunciou publicamente as alegações estadunidenses, que estariam tentando "envolver o legítimo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, com o narcotráfico e o terrorismo".
Rodríguez atribuiu a campanha de desinformação ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem se referiu como "corrupto e mentiroso compulsivo", acusando-o de buscar "normalizar e legitimar uma agressão contra uma nação soberana".
Os alertas de Cuba ocorrem em um contexto de intensificação da presença militar dos EUA na região do Caribe, especificamente nas proximidades da Venezuela. De acordo com informações de várias fontes:
A tensão na região levou a cancelamentos de voos para a Venezuela por várias companhias aéreas da Europa e das Américas. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um aviso internacional recomendando "extrema precaução" ao sobrevoar o país sul-americano e o sul do Mar Caribe.
Nos próprios Estados Unidos, o Senado analisa uma resolução que pode impedir o presidente Trump de realizar um ataque direto contra a Venezuela sem a autorização do Congresso. A Constituição do país exige que o presidente obtenha aprovação do Legislativo antes de iniciar uma operação militar prolongada.
O apoio cubano à Venezuela tem raízes históricas e estratégicas profundas. A aliança remonta aos tempos de Fidel Castro e Hugo Chávez, consolidando-se por meio da Aliança Bolivariana para os Pueblos de Nuestra América (ALBA).
Analistas internacionais apontam que Cuba mantém uma influência significativa no aparato de segurança venezuelano, com agentes de inteligência cubanos presentes em vários níveis das forças armadas e do governo da Venezuela. Esta presença é considerada crucial para a sobrevivência política de Maduro, tendo ajudado a frustrar planos de setores opositores.
Paradoxalmente, especialistas sugerem que esta mesma infiltração criou uma "desconfiança interna" que poderia impedir as Forças Armadas venezuelanas de atuar unificadamente frente a uma ameaça externa.
Os ataques norte-americanos a embarcações no Caribe e no Pacífico, justificados como parte da guerra ao narcotráfico, já deixaram mais de 80 pessoas mortas, segundo relatam várias fontes.
Enquanto isso, o governo Maduro ordenou a mobilização do Exército e da Milícia Nacional Bolivariana para defender o território e a soberania nacional, preparando-se para um possível conflito.
Enquanto Cuba se mantém como o aliado mais vocal de Maduro, analistas ponderam que o apoio de outros países tradicionalmente aliados, como Rússia e China, pode ser limitado devido aos seus próprios desafios geopolíticos, deixando o governo venezuelano em uma situação de relativo isolamento.
Com informações de: Swissinfo, Hispantv, Infobae, SIC Notícias, Telesur, Expresso, CNN Brasil, Venceremos, CNN Español, G1 ■