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Em um movimento que sinaliza uma profunda revisão das alianças geopolíticas, Rússia e Venezuela formalizaram uma parceria estratégica com a ratificação de um tratado abrangente. O acordo, descrito como o mais ambicioso entre os dois países em mais de duas décadas, ocorre em um contexto de crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com a Rússia posicionando-se publicamente como um aliado indissolúvel do governo de Nicolás Maduro.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, foi enfático ao declarar que Moscou "está ombro a ombro" com Caracas nesta "hora de prova". Ele condenou a escalada de tensões na região, atribuindo-a a Washington, e defendeu que as acusações norte-americanas sobre tráfico de drogas a partir da Venezuela são "inteiramente infundadas".
O Tratado entre a Rússia e a Venezuela sobre Parceria Estratégica e Cooperação foi originalmente assinado em Moscou em 7 de maio de 2025 e, desde então, foi ratificado unanimemente pelos parlamentos de ambos os países, elevando-o ao nível de política de Estado . Este instrumento legal cria um marco de longo prazo para a cooperação bilateral em diversas áreas, incluindo:
Com este tratado, a Venezuela se torna o único país da América Latina a possuir um instrumento de parceria estratégica dessa magnitude com a Rússia, colocando-a em um grupo seleto que inclui China, Irã e Coreia do Norte.
A consolidação da aliança ocorre em meio a uma significativa mobilização militar norte-americana na região. Os Estados Unidos implantaram no Caribue um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford, descrito como a plataforma de combate mais letal da Marinha dos EUA. A força tarefa inclui ainda:
Embora Washington justifique a operação como uma ação para combater o narcotráfico, tanto Caracas quanto Moscou veem a movimentação como uma ameaça direta à soberania venezuelana. Especialistas também questionam o uso de tão grande poderio fogo para o combate a embarcações de narcotráfico.
A parceria militar entre os dois países é antiga, mas ganha novos contornos com o tratado e a atual crise. A Rússia já é a principal fornecedora de armamento para a Venezuela, tendo exportado cerca de US$ 14,5 bilhões em equipamentos entre 2001 e 2014. Os compromissos atuais incluem:
Para o Kremlin, a aproximação com a Venezuela vai além do apoio a um aliado regional. Analistas interpretam a estratégia russa como um modelo de projeção de poder híbrido no "quintal" dos Estados Unidos. Os objetivos são:
Enquanto a tensão no Caribe se mantém, a aliança entre Rússia e Venezuela se apresenta como um eixo diplomático e militar consolidado, prometendo transformar qualquer escalada em um confronto de alcance global. A disposição de Moscou em honrar os termos do novo tratado será o verdadeiro teste para essa parceria estratégica.
Com informações de CNN, Newsweek, Orinoco Tribune, TASS, The War Zone, The Washington Post, chinaglobalsouth.com, en.kremlin.ru ■