Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Em uma escalada retórica e prática da crise com os Estados Unidos, a cúpula do governo venezuelano anunciou a incorporação de táticas de guerra não convencionais em sua estratégia de defesa. Militantes alinhados ao presidente Nicolás Maduro serão treinados por brigadas indígenas para o uso de flechas com curare, um veneno paralisante derivado de plantas, para um possível conflito contra as forças norte-americanas.
O anúncio foi feito pelo ministro do Interior e número dois do chavismo, Diosdado Cabello. Durante um congresso no início de novembro para delinear o plano de defesa, Cabello foi enfático: "Eles vão descobrir o que é o curare". O curare é um veneno tradicional dos povos amazônicos que, ao ser aplicado na ponta de flechas ou dardos, causa paralisia muscular e pode levar à morte por asfixia . A iniciativa foi descrita como uma forma de preparar a resistência com "armas silenciosas" contra uma eventual invasão.
A preparação com armas ancestrais é apenas uma faceta de uma mobilização muito mais ampla ordenada pelo regime. Diante da presença de navios de guerra dos EUA nas proximidades do Caribe, Maduro ativou um plano especial que envolve:
Essas medidas são a resposta direta de Caracas ao que classifica como uma "grave ameaça à paz e à segurança regional". A crise teve início em agosto de 2025, quando o governo do presidente americano Donald Trump autorizou o uso da força militar contra o que classificou como organizações narcoterroristas, aumentando significativamente sua presença naval no sul do Caribe. Os principais eventos incluem:
Analistas políticos sugerem que o objetivo da estratégia de Maduro é "aumentar a percepção dos custos" de uma eventual intervenção militar . Ao mobilizar milhões de civis e treiná-los para uma guerrilha urbana, o regime busca criar um "escudo humano" que desencoraje um ataque direto, preparando o terreno para um conflito prolongado e assimétrico . Cientistas políticos apontam que o aparato militar enviado pelos EUA, que inclui destróieres e um submarino nuclear, é "extremamente eficaz" para atacar ou invadir um país, indo além do combate a cartéis. Enquanto isso, nas ruas de Caracas, civis como Edith Perales, de 68 anos, expressam disposição para a luta: "Estou pronto para me apresentar quando for chamado. Temos que sair para defender a pátria".
Enquanto Maduro prega a paz em inglês e entoa versos de "Imagine", de John Lennon, seu regime se prepara ativamente para um cenário de guerra, unindo o ancestral e o contemporâneo em uma defesa que, segundo suas palavras, exige "pés firmes, nervos de aço e mobilização máxima".
Com informações de G1, El País, BBC, Bacci Notícias, Sobral Online, The Tricontinental ■