Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Nesta sexta-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um marco significativo no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado de 2022. A Primeira Turma da Corte concluiu o julgamento dos embargos de declaração interpostos pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis réus, mantendo a condenação de todos.
Em paralelo, a mesma Turma iniciou, também nesta sexta, o julgamento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que responde nos Estados Unidos, acusado do crime de coação no curso do processo.
Com a rejeição unânime dos embargos de declaração, os condenados não serão presos imediatamente. O processo ainda não transitou em julgado, ou seja, ainda não se esgotaram todas as possibilidades de recursos.
Os próximos passos são:
Enquanto o processo do pai avança para as etapas finais, Eduardo Bolsonaro passa a ocupar o centro das atenções no STF. O julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele começou no plenário virtual e se estenderá até 25 de novembro.
Eduardo é acusado de atuar nos Estados Unidos para pressionar por sanções contra o Brasil e autoridades do STF, com o objetivo declarado de interferir no andamento do processo golpista e livrar o pai da condenação. A PGR alega que o deputado:
Caso a denúncia seja aceita pela maioria dos ministros da Primeira Turma, Eduardo Bolsonaro se tornará réu e uma ação penal será formalmente aberta contra ele.
Em setembro, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. juntamente com ele, foram condenados integrantes de seu núcleo mais próximo, como os ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres, além de outros militares e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar devido a um inquérito separado, que investiga o suposto envolvimento dele na articulação do "tarifaço" dos Estados Unidos contra o Brasil.
Com informações de: Agência Brasil, ABC do ABC, BBC, G1, UOL, Frances News. ■