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As 66 universidades nacionais da Argentina enfrentam uma paralisação total de 72 horas, iniciada na quarta-feira, 12 de novembro. A medida foi convocada pelas principais entidades docentes do país, a Federação Nacional de Docentes Universitários (CONADU) e a CONADU Histórica, que representam a maioria dos professores das universidades públicas.
O principal motivo do paro é a exigência de que o governo do presidente Javier Milei cumpra integralmente a Lei 27.795 de Financiamento da Educação Universitária e Recomposição Salarial Docente. A lei, aprovada pelo Congresso e promulgada em outubro, teve sua execução suspensa pelo Poder Executivo, que argumenta que o Legislativo não definiu as fontes orçamentárias para custeá-la.
Os gremistas denunciam que a postura do governo é "anticonstitucional" e utilizam "argumentos falazes". Eles destacam que, enquanto suspende o financiamento universitário, o mesmo governo isentou o pagamento de retenções de empresas cerealistas, com um custo fiscal estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão.
O vice-presidente do CIN, Franco Bartolacci, resumiu o sentimento das instituições ao declarar: "É grave para a institucionalidade democrática do país que se naturalize o descumprimento da lei". A paralisação, que afeta cerca de 200.000 docentes e entre 2 e 3 milhões de estudantes, é uma das mais prolongadas do ano e demonstra a escalada da tensão entre o governo e o sistema de educação superior público.
Com informações de: Infobae, Rebelión, Página 12, teleSUR, Prensa UNLu, Consejo Interuniversitario Nacional (CIN), Diario El Argentino. ■