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Líderes indígenas chegam à COP30 para exigir maior participação na gestão de territórios
Comunidades tradicionais buscam assento nas discussões sobre mudanças climáticas e contra o avanço de indústrias em suas terras
America do Sul
Foto: https://www.reuters.com/resizer/v2/5ZVA7E5JQ5JT5EEDKV47PC4WWA.jpg?auth=1dc489bc5a220fea99765c27435ff58d2d41de7e7ac1b14220fcd88e211ee68f&width=960&quality=80
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■   Bernardo Cahue, 10/11/2025

Um barco com dezenas de líderes indígenas atracou em Belém, no Pará, um dia antes do início da cúpula climática da ONU, a COP30. A embarcação percorreu durante semanas um trajeto que começou em uma geleira nos Andes e seguiu até a costa tropical brasileira.

A principal demanda dos grupos indígenas, que viajaram de diversas regiões para o evento, é por maior participação nas decisões sobre a gestão de seus territórios. O movimento ganha urgência em um contexto duplo:

  • A intensificação das mudanças climáticas, que já afeta seus modos de vida.
  • O avanço de indústrias como mineração, extração de petróleo e madeireiras em áreas de floresta.

Os líderes destacam que seus conhecimentos tradicionais são fundamentais para a preservação dos biomas e, portanto, suas vozes devem ser centrais nas discussões sobre políticas climáticas e ambientais.

Os Principais Objetivos da Mobilização

  1. Garantir um espaço formal de consulta antes da implementação de qualquer projeto econômico em seus territórios.
  2. Exigir que os governos reconheçam e apoiem as soluções indígenas para a conservação da biodiversidade.
  3. Denunciar o aumento da pressão de atividades extrativistas sobre as florestas onde vivem.

A chegada simbólica de barco à sede da COP30 marca a disposição dos povos originários em trazer suas reivindicações diretamente ao centro do debate global sobre o futuro do planeta.

Com informações de Reuters

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