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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, reuniram-se nesta segunda-feira (3) para discutir a megaoperação policial que resultou em 121 mortos. O encontro, marcado por sigilo, ocorreu sem que nenhuma das autoridades concedesse entrevistas ao final.
A reunião aconteceu no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no centro do Rio, e foi estritamente a portas fechadas. Alexandre de Moraes determinou que apenas a cúpula da segurança do estado estivesse presente, e todos os assessores das pastas foram obrigados a se retirar do local. O ministro também orientou que nenhuma das autoridades presentes concedesse entrevistas à imprensa sobre os assuntos tratados.
Além do governador e do ministro, participaram do encontro :
O encontro ocorreu para que o governo do Rio prestasse esclarecimentos sobre a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que terminou com 121 mortos - 117 civis e quatro policiais - e é considerada a mais letal da história do estado.
Alexandre de Moraes atua como relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, ação na qual o STF estabeleceu condições e limites para operações policiais em comunidades do Rio. No domingo (2), o ministro já havia determinado que o governo do Rio preservasse todos os elementos materiais e periciais da operação, para permitir o controle e a averiguação pelo Ministério Público.
Após a reunião com Castro, que durou cerca de duas horas, Moraes seguiu com uma agenda de outros compromissos na cidade do Rio. Estavam previstos encontros com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), o procurador-geral de Justiça, o defensor público-geral e o prefeito Eduardo Paes.
Com informações de Metrópoles, G1, R7, UOL. ■