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O Ministério Público da Itália emitiu um parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. A informação foi confirmada pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que atua no processo de extradição movido pelo governo brasileiro.
A deputada, que possui dupla cidadania, está presa cautelarmente em Roma desde 29 de julho, após a Justiça italiana considerar existir um "grave risco de fuga". Ela atualmente cumpre detenção na penitenciária feminina de Rebibbia.
A prisão e o pedido de extradição são consequências de duas condenações de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF):
Após ser condenada, mas antes que a decisão se tornasse definitiva, Carla Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político na Itália. A fuga fez com que a deputada fosse considerada foragida da Justiça brasileira e incluída na lista de procurados da Interpol.
Em 29 de julho, ela foi localizada e presa em um apartamento nos arredores de Roma. Desde então, a defesa da parlamentar tentou, sem sucesso, reverter a prisão cautelar. A última instância judicial da Itália, a Corte de Cassação, rejeitou um recurso para que Zambelli cumprisse medida em regime mais brando, mantendo-a em regime fechado.
Com o parecer favorável do Ministério Público italiano, o processo segue agora para análise da Justiça da Itália. Após a decisão judicial, a palavra final sobre a extradição caberá ao Ministério da Justiça italiano.
Não há um prazo estabelecido para que estas decisões sejam tomadas. Enquanto aguarda a definição de seu caso, Zambelli também enfrenta um processo de cassação do mandato na Câmara dos Deputados.
Em reação ao parecer, a defesa de Carla Zambelli afirmou que a manifestação do Ministério Público italiano era esperada. Seus advogados questionaram o fato de a AGU ter tido acesso às informações do processo antes deles e levantaram dúvidas sobre a legalidade do trâmite.
Os defensores da deputada também fizeram um apelo político direto à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e ao vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, pedindo que intercedam no caso e não corroborarem com o que classificam como um "regime de extrema esquerda" no Brasil.
Com informações de: Agência Brasil, UOL, G1, DW, CartaCapital, Gazeta do Povo. ■