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A primeira conversa formal entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebida com otimismo no Planalto, marcando o início de um período de "descontaminação política" entre os dois países. A ligação, feita no início da semana, tratou principalmente da tarifa de 50% que os EUA aplicaram sobre produtos importados do Brasil, medida que gerou grande desconforto diplomático.
Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que a relação com Washington estava congelada. O fato de não terem havido novas sanções nas últimas semanas é já considerado um avanço. A estratégia do governo brasileiro consiste em afastar os temas de política interna da agenda bilateral, focando em aspectos pragmáticos da parceria.
Preocupação com 2026 e os objetivos imediatos
Há uma preocupação em Brasília de que Donald Trump, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, possa tentar interferir na política interna brasileira durante o ano eleitoral de 2026, o que causaria novos estragos nos investimentos e no comércio bilateral.
Nesse contexto, a situação de Bolsonaro não deve integrar as conversas oficiais entre os dois países. As prioridades imediatas do governo brasileiro são:
Mudança de postura por pragmatismo
O Planalto vê a recente mudança de postura dos EUA como uma correção de rumo influenciada por motivos essencialmente pragmáticos. Avalia-se que o governo americano começou a fazer uma leitura mais realista da importância do Brasil no cenário internacional e no comércio.
Conforme análise do ex-embaixador Roberto Abdenur, Trump teria percebido o quanto a situação anômala com o Brasil era prejudicial aos próprios Estados Unidos, com a alta nos preços de produtos como carne e café impactando os consumidores americanos e a popularidade do presidente.
Próximos passos
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, telefonou para o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e os dois combinaram uma reunião em Washington para meados da próxima semana, um sinal do pragmatismo que norteia as negociações.
Um eventual encontro presencial entre Lula e Trump está sendo articulado. Um dos locais mais prováveis seria na Malásia, ainda em outubro, à margem de uma cúpula internacional. Para o governo brasileiro, o objetivo de longo prazo é chegar a 2026 com as relações plenamente normalizadas, evitando que o tema vire um ponto de tensão em pleno ano eleitoral.
Com informações de: R7, Gazeta Digital, O Globo, Brasil 247, Bloomberg, Whitehouse.gov, Ceilândia em Alerta, UOL.■