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O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (30) pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A prisão, decorrente de crime de falso testemunho, ocorreu após o depoimento do investigado, que durou cerca de nove horas.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), Lopes "mentiu deliberadamente à comissão" após ter se comprometido a falar a verdade. Viana foi enfático ao declarar que a conduta do presidente da Conafer configurava ocultação de informações com o intuito de prejudicar as investigações.
O pedido de prisão foi formulado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), que alegou ter identificado o crime de falso testemunho em pelo menos quatro momentos durante a oitiva.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apontou Lopes como um dos articuladores do esquema de fraudes que desviou recursos de aposentados e pensionistas. Ele comparou a atuação do presidente da Conafer à de outros investigados centrais, como MaurÃcio Camisotti e o "Careca do INSS".
As principais contradições no depoimento de Lopes giraram em torno de:
Durante a oitiva, o relator apresentou casos graves de irregularidades, incluindo autorizações de desconto com assinaturas falsas de pessoas já falecidas e até de uma criança de nove anos.
Esta é a segunda prisão decretada pela CPMI do INSS em menos de uma semana. Na semana passada, Rubens Oliveira, ex-diretor financeiro de empresas ligadas ao "Careca do INSS", também foi detido.
Liberdade com fiança: Carlos Roberto Ferreira Lopes não permaneceu preso. Ele foi liberado ainda na madrugada de terça-feira após o pagamento de fiança à PolÃcia Legislativa. O valor da fiança não foi divulgado pelas autoridades.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, informou que iria pedir nesta terça-feira (30) a prisão preventiva de Lopes ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo inquérito.
Com informações de: G1, Senado NotÃcias, Câmara dos Deputados, CartaCapital, UOL, Gazeta do Povo, Veja
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