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O projeto de lei conhecido como "dosimetria", que propõe a redução de penas para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2022, encontra-se completamente paralisado na Câmara dos Deputados, enfrentando uma onda de rejeição que vai da base governista à oposição bolsonarista. A iniciativa, vista como uma alternativa à anistia, tornou-se um grande desgaste polÃtico para seu relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e representa um revés para as aspirações de figuras como Michel Temer e Aécio Neves, que articularam a medida.
As negociações do relator com as bancadas partidárias se arrastam sem consenso. Paulinho da Força já sinalizou que o texto não será votado na próxima semana, como era inicialmente esperado, e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que precisa de mais tempo para sentir a "temperatura" do plenário antes de pautar a matéria.
O cenário de impasse é agravado pela resistência das duas maiores bancadas da Câmara:
A paralisia do projeto representa um significativo revés polÃtico para seus principais idealizadores:
LÃderes da Câmara temem que o projeto da dosimetria tenha o mesmo destino da chamada PEC da Blindagem, que foi rejeitada de forma rápida e unânime pelo Senado após ser aprovada pelos deputados. O ambiente polÃtico atual, marcado por grande pressão popular contra medidas percebidas como benéficas a polÃticos investigados, tornou a pauta extremamente impopular. Enquanto a dosimetria empaca, a Câmara é cobrada para votar projetos de interesse direto da população, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que aumenta a percepção de que a Casa está "de costas para a sociedade".
Com informações de: G1, UOL, Veja, Correio Braziliense, Plató, El PaÃs. ■