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O governo de Nicolás Maduro está realizando treinamentos militares com civis em bairros populares da Venezuela, em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos que o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou como uma "guerra não declarada":cite[3]. A medida é apresentada como uma resposta à s ameaças de agressão norte-americana, que incluÃram o posicionamento de um contingente naval no Caribe e ataques a embarcações suspeitas:cite[1]:cite[3].
Em bairros como Petare, em Caracas, soldados da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) ensinam moradores a manusear fuzis, como parte da ordem governamental de que "os quartéis vão ao povo":cite[3]. Os treinamentos envolvem desde instruções básicas sobre o armamento até técnicas de sobrevivência e resistência.
O perfil dos milicianos em treinamento é diverso, incluindo idosos, mulheres e jovens. Edith Perales, de 68 anos, é um exemplo. Ela afirma estar pronta para se apresentar quando for chamada: "Estou presto para apresentar-me quando seja o chamado. Temos que sair a defender a pátria":cite[3].
A frase que sintetiza o espÃrito de resistência veio de Francisco Ojeda, de 69 anos, que durante um treinamento declarou: "Si tengo que dejar mi vida luchando, la dejo" (Se tenho que deixar minha vida lutando, eu a deixo). Ele justificou: "Já o que eu tinha que desfrutar, desfrutei":cite[3]. Outra miliciana, Yarelis Jaimes, de 38 anos, admitiu nervosismo ao segurar uma arma pela primeira vez, mas afirmou: "Eu sei que posso":cite[3].
Analistas polÃticos veem a estratégia como a criação de um "escudo humano" para dissuadir uma eventual ação militar estrangeira. Benigno Alarcón, da Universidade Católica Andrés Bello, explica: "O que se trata de antepor é um escudo humano a qualquer possÃvel intento de uma ação militar... pouco importa se um miliciano tem arma ou não a tem, se tem treinamento militar ou não o tem":cite[3]. O objetivo seria aumentar a percepção dos custos polÃticos de uma intervenção.
As tensões entre Venezuela e Estados Unidos se intensificaram recentemente após os EUA atacarem embarcações que alegavam estar transportando drogas, resultando em mortes:cite[1]. O presidente Donald Trump afirmou que a Venezuela está "enviando-nos seus membros de gangue, seus traficantes de drogas e drogas":cite[1]. Em resposta, Maduro acusou os EUA de uma "guerra não declarada" e ordenou a preparação das milÃcias:cite[3].
Com informações de: BBC News, BBC News Mundo
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