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Canal de Maduro no YouTube é removido em meio a tensões militares com EUA
Conta do presidente venezuelano com 233 mil inscritos saiu do ar sem explicações formais da plataforma; governo alega "guerra híbrida" dos EUA
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 22/09/2025

O canal oficial do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no YouTube foi removido da plataforma, segundo confirmaram múltiplas fontes midiáticas. A página, que contava com aproximadamente 233 mil inscritos, exibia a mensagem "Esta página não está disponível. Pedimos desculpas pelo inconveniente" ao ser acessada.

De acordo com a rede estatal Telesur, a conta foi retirada do ar na sexta-feira (19 de setembro de 2025), sem que qualquer justificativa formal fosse fornecida pela plataforma. Em comunicado, a emissora estatal afirmou: "Sem qualquer tipo de justificativa, o canal no YouTube foi fechado, em momentos de plena aplicação de operações de guerra híbrida dos EUA contra a Venezuela".

Contexto de Tensão Geopolítica

A remoção do canal ocorre em um momento de elevada tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Nos últimos dias, Washington posicionou oito navios de guerra no Caribe, alegando combate ao narcotráfico, enquanto Caracas respondeu com exercícios militares na ilha de La Orchila.

Os exercícios, batizados de "Caribe Soberano 200", incluíram:

  • 12 navios militares
  • 22 aeronaves
  • 20 embarcações menores da milícia naval
  • Lançamento de mísseis e foguetes

Mais de 2.500 militares participaram das manobras.

Histórico de Conflitos em Plataformas Digitais

Não é a primeira vez que Maduro enfrenta restrições em plataformas digitais:

  • Em 2021, seu perfil no Facebook foi bloqueado por um mês após promover um medicamento não aprovado contra COVID-19.
  • Em 2024, o TikTok bloqueou suas transmissões ao vivo durante protestos pós-eleitorais.
  • No mesmo ano, Maduro ordenou a suspensão do X (antigo Twitter) na Venezuela.

Reações e Especulações

O governo venezuelano não emitiu um comunicado oficial sobre o ocorrido, mas a Telesur sugeriu que o caráter político do fechamento "não pode ser descartado".

Especialistas apontam que a plataforma YouTube, pertencente ao Google, remove contas que cometem "violações repetidas das diretrizes da comunidade", incluindo disseminação de discurso de ódio, desinformação e conteúdo que "interfere com processos democráticos". Maduro tem sido amplamente acusado de fraudar as eleições presidenciais de 2024.

Paralelamente, a administração Trump dobrou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões, acusando-o de tráfico de narcóticos e ligações com grupos criminosos.

Carta de Maduro a Trump

Em meio à crise, Maduro enviou uma carta ao presidente Donald Trump negando que a Venezuela tenha um papel significativo no tráfico de drogas. Ele afirmou que apenas 5% das drogas produzidas na Colômbia passam por seu país, e que as autoridades venezuelanas neutralizam 70% desse montante.

"Presidente, espero que juntos possamos derrotar as falsidades que mancharam nossa relação, que deve ser histórica e pacífica", escreveu Maduro na carta datada de 6 de setembro.

Com informações de: G1, Al Jazeera, O Globo, Associated Press, Folha de S.Paulo, Correio do Povo, Poder360. ■

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