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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma carta ao mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 6 de setembro, defendendo a soberania do paÃs e rebatendo acusações de envolvimento com narcotráfico. A missiva foi entregue a um intermediário sul-americano para ser repassada a Trump e, posteriormente, divulgada integralmente pelo governo venezulano após vazamentos parciais na imprensa internacional.
No documento, Maduro propôs a retomada de um canal de diálogo direto e franco com o enviado especial estadunidense Richard Grenell, com quem já havia negociado acordos anteriores, como a libertação de presos e voos de deportação. A escolha por Grenell é vista como uma rejeição à s figuras mais crÃticas ao regime venezuelano, como o secretário de Estado Marco Rubio.
A carta incluiu mapas e dados cientÃficos respaldados por organismos internacionais, apresentando a Venezuela como um "território livre de atividades ilÃcitas". Maduro destacou que:
O governo venezulano também afirmou ter destruÃdo 402 aeronaves vinculadas ao narcotráfico internacional, de acordo com seus protocolos legais.
A carta chegou em um momento de alta escalada militar e retórica entre os dois paÃses. Os EUA realizaram ataques contra embarcações que alegavam ser "narco-lanchas" venezuelanas, resultando em mortes. Trump justificou as ações como parte do combate ao tráfico de drogas, mas não apresentou provas públicas que sustentassem as acusações.
Em resposta, a Venezuela:
Trump não respondeu formalmente à carta, mas utilizou sua plataforma Truth Social para exigir que a Venezuela aceite a deportação de presos e pessoas de instituições mentais que, segundo ele, foram forçadas a ingressar nos EUA. Ele ameaçou um custo "incalculável" caso o regime se negue a colaborar.
Especialistas internacionais avaliaram que ambos os lados buscam evitar uma guerra aberta, mas alertam para o risco de erros de cálculo devido ao despliegue de forças e à pressão mútua.
A administração Trump parece fragmentada em relação à abordagem sobre a Venezuela. Enquanto figuras como Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth defendem pressão máxima, Richard Grenell advoga pela via diplomática.
Maduro, por sua vez, insiste na defesa da soberania e na legitimidade de seu governo, apelando ao respeito pela Zona de Paz proclamada pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em 2014.
Com informações de: teleSUR, Infobae, El Periódico, EL PAÃS América, CNN, Euronews, Diario Digital Nuestro PaÃs
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