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Nesta quinta-feira (11 de setembro de 2025), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu a dosimetria das penas para os réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista — liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Outros réus receberam penas que variam de 16 a 26 anos, com exceção de Mauro Cid — colaborador delator — que teve pena de 2 anos em regime aberto, em virtude de sua colaboração jurÃdica.
A decisão do STF pode ser comparada a uma venda forçada de um produto indesejado: algo que se tenta empurrar goela abaixo da sociedade, ocupa espaço, consome energia, gera incômodo — e cujo estoque restante custa caro demais: a liberdade, a dignidade e a democracia.
Esse "produto indesejado" não é apenas uma narrativa — é um comportamento que testa os limites do que a Constituição permite. Sua manutenção corrói a confiança nas instituições e acentua fissuras no sistema polÃtico. Quando o STF decreta condenações tão pesadas, é como se retirasse esse estoque tóxico, mostrando que nem tudo que se propôs estar à venda poderá ser vendido — ainda que haja quem tente pagar preço alto.
A magnitude das penas reflete a gravidade do atentado contra o regime democrático. Não é exagero dizer que, neste momento, a democracia brasileira firma-se como não negociável. O povo brasileiro, no espaço constitucional garantido, recusa-se a aceitar que o tempo de liberdade e cidadania possa ser revertido por artifÃcios autoritários.
A condenação de Bolsonaro e companhia não encerra o debate — cabe recurso, há possibilidade de reversão — mas funciona como um marco: impõe responsabilidade, define precedentes, envia sinal claro de que a democracia exige vigilância.
A condenação do Núcleo 1 é muito mais do que um veredito jurÃdico: é uma declaração de que o Estado Democrático de Direito não será vendido, não será entregue, não será devolvido. A sociedade brasileira, no exercÃcio de sua cidadania, grita em unÃssono: liberdade se defende, democracia não se barganha.
Com informações de Reuters, Agência Brasil, O Paraná. ■