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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado e crimes conexos. Com seu voto, o placar na Primeira Turma do STF ficou em 2 a 0 pela condenação, após o voto anterior do relator, ministro Alexandre de Moraes.
Dino aceitou integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e concordou com a condenação pelos crimes de:
No entanto, o ministro fez uma ressalva importante em relação ao voto do relator: defendeu que as penas sejam diferenciadas conforme o nÃvel de participação de cada réu na trama golpista.
Para Dino, Bolsonaro e o general Walter Braga Netto tiveram papel dominante na organização criminosa e merecem penas mais severas. Já os réus Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) teriam tido participação de menor importância e, portanto, devem receber penas reduzidas.
Em sua fundamentação, Dino afirmou que "nÃveis de culpabilidade são diferentes" entre os réus e que "dosimetria não é matemática", justificando assim a necessidade de individualização das penas.
O ministro também se manifestou sobre outros aspectos relevantes do caso:
O julgamento foi suspenso e será retomado nesta quarta-feira (10) com os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Como a Primeira Turma tem cinco ministros, três votos favoráveis são suficientes para condenar os réus.
A expectativa é de que o julgamento seja concluÃdo até sexta-feira (12), quando deverão ser definidas as penas para cada réu em caso de condenação, que podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.
Com informações de: G1, BBC, UOL, Agência Brasil, STF. ■