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Nesta terça-feira, 2 de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete integrantes do chamado "núcleo crucial" da suposta trama golpista para reverter os resultados das eleições de 2022. O processo é considerado histórico por ser a primeira vez que um ex-chefe de Estado responde na Corte por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Os oito réus – Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Mauro Cid – respondem pelos crimes de:
As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Argumentos da acusação: A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que a tentativa de golpe, mesmo não consumada, configura crime pela existência de:
Argumentos das defesas: Os advogados contestam a base probatória e alegam:
Imunidade parlamentar: Um dos réus, o deputado federal Alexandre Ramagem, teve parte das acusações suspensas devido à imunidade parlamentar. Ele responde apenas pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, todos relacionados a fatos anteriores à sua diplomação.
Dinâmica do julgamento: O julgamento ocorrerá em oito sessões distribuÃdas entre 2 e 12 de setembro. Na primeira fase, ministros ouvirão as sustentações da PGR e das defesas. O procurador-geral Paulo Gonet terá até duas horas para argumentação, enquanto cada defesa terá uma hora. Após as sustentações, os cinco ministros da Primeira Turma (Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin) votarão pela condenação ou absolvição.
PossÃveis consequências: Em caso de condenação, os réus poderão:
Militares ainda poderiam perder suas patentes e postos.
O julgamento ocorre em um contexto internacional incomum, com sanções dos Estados Unidos contra ministros do STF, incluindo o relator Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky. Investigações apuram se houve tentativa de obstrução de Justiça e atentado à soberania nacional por parte de Bolsonaro e seu filho Eduardo.
Com informações de: Agência Brasil, CNN Brasil, G1, AJN1, UOL, BBC, Agência Pública, Migalhas. ■