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Em meio aos esforços do governo federal para conter as queimadas na Amazônia, uma divergência de dados entre instituições de pesquisa e o governo tem gerado controvérsia sobre a real situação do bioma. Enquanto a PolÃcia Federal e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam resultados positivos da Operação Sentinelas da Amazônia, outros institutos, como o Imazon, apontam aumentos significativos no desmatamento, que muitas anda de mãos dadas com as queimadas.
Operação Sentinelas: Redução de 90% em Rondônia
A PolÃcia Federal divulgou que a Operação Sentinelas da Amazônia, em curso em Rondônia, resultou em uma redução de mais de 90% no número de focos de incêndio no estado, comparando os primeiros dois meses de 2025 com o mesmo perÃodo de 2024. A operação, que combate crimes ambientais como desmatamento ilegal, grilagem de terras e incêndios criminosos, realizou dez prisões em flagrante e utilizou inteligência policial, sensoriamento remoto e patrulhamento terrestre. O INPE atribuiu parte desse sucesso à s condições climáticas mais favoráveis em 2025, mas também ao fortalecimento das ações de fiscalização.
Dados Nacionais: Queda nas Queimadas, Aumento no Desmatamento
Em nÃvel nacional, dados do INPE e do MapBiomas indicam uma redução expressiva nas áreas queimadas em julho de 2025. O MapBiomas registrou uma queda de 65% na área queimada na Amazônia em comparação com julho de 2024, totalizando 143 mil hectares. Já o INPE reportou uma redução de 56,8% no número de focos de calor em julho de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024, com quedas significativas em cinco dos seis biomas brasileiros.
No entanto, o desmatamento na Amazônia apresentou tendência oposta. Dados do sistema DETER do INPE, divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, mostraram um aumento de 4% na área sob alerta de desmatamento no perÃodo de agosto de 2024 a julho de 2025 em comparação com o ciclo anterior, atingindo 4.495 km². O Imazon, por sua vez, reportou um aumento de 68% no desmatamento apenas em janeiro de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024, com estados como Mato Grosso, Roraima e Pará liderando a devastação.
Complexidade dos Dados e Métodos de Medição
A aparente contradição nos números pode ser explicada pela diferença nas métricas e metodologias utilizadas:
Alertas de Institutos de Pesquisa
O Imazon alertou que, apesar da possÃvel redução sazonal das queimadas nos próximos meses devido à s chuvas, o desmatamento continua em nÃveis crÃticos, pressionando especialmente áreas protegidas e terras indÃgenas. A degradação florestal (perda parcial de vegetação) também atingiu nÃveis alarmantes, com 355 km² detectados em janeiro de 2025, a terceira maior marca para o mês desde 2009.
A vitória não parcimonialista contra o apocalipse catastrófico da imprensa
Os dados do governo federal, particularmente da Operação Sentinelas, mostram que esforços concentrados de fiscalização podem sim levar a reduções locais significativas nas queimadas. No entanto, os números de desmatamento contam uma história diferente, indicando que a pressão sobre a Amazônia permanece alta e que o sucesso no combate aos incêndios não necessariamente se traduz em proteção florestal integral. A comunidade cientÃfica e ambientalista ressalta que polÃticas de longo prazo, combate à s causas raÃzes do desmatamento e investimento em desenvolvimento sustentável são essenciais para proteger o bioma de forma efetiva.
De fato, os dados apontam um meio termo: requerem a continuidade das ações a longo prazo pelas autoridades, enquanto arrefecem os dados catastróficos dos últimos anos.
Com informações de: Imazon, Gov.br, Rede Fonte News, INPE - TerraBrasilis, Agência Gov, Agência Brasil, MMA, Ibama
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