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O governo brasileiro lançou nesta quarta-feira (13) um pacote de R$ 30 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas pela sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após reuniões com setores produtivos e prevê prioridade para pequenas empresas e exportadores de alimentos perecÃveis, como frutas, mel e máquinas.
Segundo Lula, o valor inicial poderá ser ampliado conforme a necessidade: "R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é". O financiamento será operado pelo Banco do Brasil e BNDES, com juros reduzidos e carência, utilizando créditos extraordinários fora do limite do arcabouço fiscal – mecanismo similar ao usado nas enchentes do Rio Grande do Sul em 2024.
O pacote inclui quatro eixos principais:
Além do socorro financeiro, o governo incentivará ações judiciais nos EUA contra as tarifas. "Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo", afirmou Lula. Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores enviará a outros paÃses listas de empresas brasileiras prejudicadas para buscar mercados alternativos.
A medida ocorre uma semana após a entrada em vigor da tarifa adicional de 40% sobre os 10% já vigentes desde abril, totalizando 50% – a mais alta imposta por Trump a qualquer paÃs. A Casa Branca justificou a medida como retaliação ao processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e por supostos déficits comerciais, embora os EUA registrem superávit de US$ 7,4 bilhões com o Brasil .
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o pacote manterá o compromisso fiscal: "Todas as soluções vão ficar dentro da meta [de déficit zero]". O governo também busca soluções multilaterais, com denúncias na Organização Mundial do Comércio (OMC) e articulação com os BRICS para resposta conjunta às tarifas americanas .
Com informações de: Agência Brasil, Congresso em Foco, Gazeta de Rio Preto, InfoMoney, CBN Recife, AP News, Reuters
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