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Presidente da Câmara denuncia 15 deputados por Sequestro do Congresso
Medida sem precedentes sepulta "Pacote da Paz" e expõe crise institucional após motim bolsonarista
Politica
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■   Bernardo Cahue, 08/08/2025

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta sexta-feira (8/8) denúncias contra 15 deputados à Corregedoria Parlamentar por participação no motim que paralisou o Congresso por 30 horas. Os parlamentares, em maioria do PL e Novo, enfrentam suspensão cautelar de até seis meses caso as representações sejam acolhidas.

O episódio, classificado por líderes governistas como "sequestro coordenado da Mesa Diretora", ocorreu em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Motta afirmou que a obstrução física ultrapassou "tudo aquilo que poderia ser o limite do razoável".

Penas em jogo:

  • Suspensão imediata do mandato por até 180 dias
  • Corte de salário, verbas de gabinete e cotas parlamentares
  • Processo ético-regimental com possível cassação definitiva

O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) tem 48 horas para emitir parecer sobre as suspensões cautelares. Se aprovado pela Mesa Diretora, os casos seguirão ao Conselho de Ética para julgamento final.

Deputados denunciados incluem:

  • Líderes partidários: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS) e Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Figuras-chave: Zé Trovão (PL-SC), que bloqueou fisicamente Motta; Marcos Pollon (PL-MS), que ocupou a cadeira presidencial; e Júlia Zanatta (PL-SC), acusada de expor bebê a risco

Sepultamento do "Pacote da Paz": A crise inviabilizou a proposta de anistia aos condenados por 8 de Janeiro, chamada por aliados de "Pacote da Paz". Motta havia criticado penas "exageradas", mas o motim gerou reação contrária no plenário. O líder do PT, Lindbergh Farias, declarou que votar anistia agora seria "transformar o Brasil em colônia" dos EUA, referindo-se às ameaças de sanções de Donald Trump.

Em discurso conciliatório, Sóstenes Cavalcante pediu perdão a Motta, mas defendeu a continuidade dos protestos: "Vamos pautar sim o fim do foro privilegiado e a anistia". O presidente da Câmara, porém, negou qualquer acordo de pauta com os revoltosos: "Não negociamos prerrogativas".

"Estamos avaliando as imagens, existem pedidos de líderes para punir. Não cabe a este presidente usar força física, mas instrumentos regimentais" - Hugo Motta, em entrevista ao portal Metrópoles.

Com informações de Agência Brasil, G1, O Globo, Folha de S.Paulo, UOL, Veja e ICL Notícias.

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