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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta sexta-feira (8/8) denúncias contra 15 deputados à Corregedoria Parlamentar por participação no motim que paralisou o Congresso por 30 horas. Os parlamentares, em maioria do PL e Novo, enfrentam suspensão cautelar de até seis meses caso as representações sejam acolhidas.
O episódio, classificado por lÃderes governistas como "sequestro coordenado da Mesa Diretora", ocorreu em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Motta afirmou que a obstrução fÃsica ultrapassou "tudo aquilo que poderia ser o limite do razoável".
Penas em jogo:
O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) tem 48 horas para emitir parecer sobre as suspensões cautelares. Se aprovado pela Mesa Diretora, os casos seguirão ao Conselho de Ética para julgamento final.
Deputados denunciados incluem:
Sepultamento do "Pacote da Paz": A crise inviabilizou a proposta de anistia aos condenados por 8 de Janeiro, chamada por aliados de "Pacote da Paz". Motta havia criticado penas "exageradas", mas o motim gerou reação contrária no plenário. O lÃder do PT, Lindbergh Farias, declarou que votar anistia agora seria "transformar o Brasil em colônia" dos EUA, referindo-se à s ameaças de sanções de Donald Trump.
Em discurso conciliatório, Sóstenes Cavalcante pediu perdão a Motta, mas defendeu a continuidade dos protestos: "Vamos pautar sim o fim do foro privilegiado e a anistia". O presidente da Câmara, porém, negou qualquer acordo de pauta com os revoltosos: "Não negociamos prerrogativas".
"Estamos avaliando as imagens, existem pedidos de lÃderes para punir. Não cabe a este presidente usar força fÃsica, mas instrumentos regimentais" - Hugo Motta, em entrevista ao portal Metrópoles.
Com informações de Agência Brasil, G1, O Globo, Folha de S.Paulo, UOL, Veja e ICL NotÃcias.
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