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Família Firmo: os antecedentes criminais por trás da parentela de Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama, conhecida por sua defesa de "valores tradicionais", enfrenta revelações sobre avó traficante, mãe falsificadora e tios acusados de milícia, estupro e pornografia infantil
Politica
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSUxUnIZkZ1exmWI_mou9ARiq9Ox9wM6sAO4fNST68HZXwt4O1vNr6MYuw&s=10
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■   Bernardo Cahue, 03/08/2025

A trajetória da família materna de Michelle Bolsonaro, os Firmo, é marcada por condenações e investigações criminais que contrastam com a imagem pública de moralidade defendida pela ex-primeira-dama. Os casos envolvem tráfico de drogas, falsificação documental, formação de milícia, estupro e pornografia infantil.

Avó materna: Maria Aparecida Firmo Ferreira

  • Condenação por tráfico de drogas (1997): Presa em flagrante com 169 "cabecinhas de merla" (subproduto da cocaína) a 3 km do Palácio do Planalto. Condenada a 3 anos em regime fechado, cumpriu pena na Penitenciária do Gama (DF).
  • Tentativa de suborno: Durante o cárcere, tentou subornar um agente penitenciário para visitar familiares, o que resultou em solitária e perda de benefícios
  • Fim dos laços familiares: Michelle afastou-se dela anos antes da presidência. Em 2019, a idosa foi internada em um hospital público com fratura na bacia, sem assistência da neta

Mãe: Maria das Graças Firmo Ferreira

  • Falsificação documental (1988): Possuía dois registros civis — um legítimo e outro falso. No documento adulterado, omitiu o nome do pai, reduziu sua idade em 9 anos e aumentou sua altura. Usou a certidão falsa para emitir CPF. Investigada por falsidade ideológica (pena de até 5 anos), o processo foi arquivado em 1994 devido à prescrição
  • Violência e novo registro suspeito: Em 2007, foi acusada de agredir um idoso a pedradas e usou documento com dados adulterados para se inscrever em programa habitacional do DF.

Tios maternos

  1. João Batista Firmo Ferreira
    • Sargento da PM-DF aposentado e tio preferido de Michelle, foi preso em 2019 por integrar uma milícia no Sol Nascente (DF). Acusado de extorsão, grilagem de terras e homicídios. Compareceu à posse de Bolsonaro em 2019, mas foi esquecido pela família na prisão.
  2. Gilmar Firmo Ferreira
    • Condenado a 14 anos por estupro de duas sobrinhas quando eram crianças. O caso foi revelado pelo jornal Metrópoles.
  3. Gilberto Firmo Ferreira
    • Preso em flagrante em 1º de agosto por armazenamento e compartilhamento de vídeos e fotos de abuso sexual infantil no celular. Solto após audiência de custódia com tornozeleira eletrônica, responde com medidas cautelares.

Reação de Michelle Bolsonaro

Michelle adotou discurso de distanciamento dos parentes, classificando o crime do tio Gilberto como "repugnante" e afirmando não manter contato há 18 anos. Em 2019, após revelações sobre avó e mãe, declarou-se "arrasada" com as reportagens.

Contradições e Críticas

A defesa de "valores familiares" e "proteção infantil" por Michelle é alvo de críticas diante do histórico criminal dos Firmo. Analistas apontam contradição entre o discurso bolsonarista e as condenações de familiares por crimes graves.

"Cada pessoa é responsável por seus atos", declarou Michelle sobre o caso do tio. A máxima, porém, não impediu que a sombra dos Firmo persistisse como um contraponto à sua narrativa pública, visto que seu marido Jair também responde no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, e seus enteados Eduardo e Jair Renan também possuem indiciamentos na Justiça.

Ela mesma, apesar do discurso, é investigada na Polícia Federal por uso indiscriminado do cartão corporativo, como em pagamento de conta de cartão de crédito de uma amiga e, posteriormente, diversos saques em dinheiro, de acordo com a delação do ajudante de ordens Coronel Cid.

Com informações de VEJA, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Correio Braziliense, G1, BNC Amazonas, Politika

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