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Senadores brasileiros iniciam negociações sobre tarifaço
Comitiva tenta adiar sobretaxa de 50% sobre produtos nacionais enquanto aponta fragilidades americanas nas corridas de inteligência artificial e defesa
Politica
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■   Bernardo Cahue, 29/07/2025

Uma comitiva de oito senadores brasileiros avança em negociações críticas em Washington para evitar a aplicação das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas por Donald Trump. A missão parlamentar busca separar a agenda econômica das tensões políticas, propondo um manifesto conjunto com empresários norte-americanos para adiar a medida e abrir canal direto entre Lula e Trump.

A estratégia brasileira aproveita vulnerabilidades expostas dos Estados Unidos em duas frentes estratégicas:

  • Corrida por minerais críticos: Os EUA enfrentam dependência extrema da China no fornecimento de terras raras essenciais para semicondutores, infraestrutura de IA e sistemas bélicos.
  • Gargalo energético na expansão da IA: Projeções indicam que data centers de inteligência artificial consumirão até 9,1% da eletricidade dos EUA até 2030, pressionando redes já sobrecarregadas.

O Plano de Ação de IA lançado pela Casa Branca em 2025 confessa explicitamente o temor de perder a corrida para a China. Tecnologias como o modelo DeepSeek-R1, lançado por Pequim com custo reduzido e eficiência competitiva, já causaram perdas significativas a empresas americanas.

Nesse contexto, os negociadores brasileiros oferecem contrapartidas estratégicas:

  • Compromisso de revisão das parcerias tecnológicas com a China no âmbito dos BRICS.
  • Proposta de acordo setorial para proteger investimentos de empresas norte-americanas em setores como agronegócio, energia e defesa.

Apesar do ceticismo inicial, a missão conseguiu engajar a U.S. Chamber of Commerce na elaboração de um manifesto empresarial pedindo o adiamento das tarifas. Analistas enxergam a assimetria do momento, mas as fragilidades tecnológicas e bélicas dos EUA abrem espaço para uma diplomacia de exceção.

Com informações de: Agência Brasil, Consumidor Moderno, Estadão, CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1, Fast Company Brasil, RedeTV Web.

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