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Servidor revela operação para associar Lula a facções durante gestão Bolsonaro
Metodologia envolveu cruzamento de dados eleitorais com territórios criminosos e ações policiais seletivas, segundo testemunho no inquérito do golpe ao STF
Politica
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■   Bernardo Cahue, 15/07/2025

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, o analista de inteligência Clebson Vieira detalhou estratégia institucional do governo anterior para vincular Luiz Inácio Lula da Silva a organizações criminosas. As informações surgem no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Metodologia da operação

  • Cruzamento proposital de dados eleitorais do primeiro turno com territórios controlados pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro
  • Mapeamento seletivo de municípios onde Lula obteve mais de 75% dos votos, especialmente no Nordeste
  • Ignorar sistematicamente padrões idênticos em redutos favoráveis a Jair Bolsonaro

Utilização dos resultados

  • Instrumentalização das análises por aliados para campanhas de desinformação eleitoral
  • Orientação de operações da Polícia Rodoviária Federal em rotas de eleitores nordestinos
  • Bloqueios seletivos em rodovias de estados como Goiás e Minas Gerais durante o pleito

Contexto processual

O depoimento integra ação penal contra 25 réus dos núcleos operacionais investigados. Entre os implicados estão autoridades que teriam solicitado as análises e coordenado ações nas estradas. O servidor relatou desconforto ético com as determinações recebidas.

Repercussão institucional

O caso evidencia uso de órgãos de Estado para fins eleitorais, caracterizado pelo Ministério Público como parte de arquitetura golpista. As investigações seguem com previsão de novos depoimentos até final de julho.

Com informações da EBC.■

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