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Pela primeira vez no Governo Lula 3, a pauta é "Regulação da Mídia"
Conversa vazada entre Janja e presidente chinês em jantar informal ainda é tímida, porém retrata uma preocupação de anos do povo brasileiro
Politica
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■   Bernardo Cahue, 14/05/2025
Uma conversa vazada entre Lula, Janja e o líder supremo da República Popular da China, Xi Jinping, despertou primeiramente a velha ira da grande imprensa brasileira contra o presidente brasileiro, nos velhos e conhecidos moldes da espetacularização e da especulação crítica claramente opositora e financiada, em primeira mão através do Portal G1 das Organizações Globo nesta quarta-feira, por volta das 4 da manhã.

A matéria relatava uma conversa informal num jantar entre Lula, Janja, Jinping e ministros dos dois países, na qual Janja expunha preocupações acerca dos algoritmos na internet direcionados para a divulgação massiva de conteúdos da extrema-direita, e citou como exemplo o aplicativo Tik Tok - conhecido como Douyin na China - de onde constantemente são divulgados conteúdos com ataques diretos a crianças e mulheres. Em fala simples, Jinping deixou a entender que o Brasil teria autonomia para regular o funcionamento das mídias sociais. Fato que ocorreu na própria China, inclusive quando sanções contra divulgação de conteúdo inadequado denunciadas foram impostas à Kwaichou - conhecida aqui na América Latina como Kwai; e no segundo ano do Governo Lula 3, contudo através de sanções à X de Elon Musk partidas do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O conteúdo da matéria atacava diretamente Janja, como se a fala da primeira-dama brasileira fosse inadequada e causadora de um pilar de "desconforto" e "desrespeito contra o líder Supremo chinês", em clara crítica digna das antigas regras de "etiqueta" das piores e mais infames revistas ditadoras de moda da década de 1950. O vazamento da conversa provocou a ira do presidente Lula, que depois afirmou que a conversa era informal entre os participantes do jantar, e que a primeira-dama tinha pleno direito a voz.

De fato, o episódio marca o pontapé inicial de um grande avanço do Governo Lula em direção à Regulação da Mídia; ainda que tímida, mas considerando o aplicativo Tik Tok como a segunda plataforma mais utilizada hoje pelos brasileiros. Não é a primeira vez que a preocupação faz parte do plantel decisório de governos de esquerda no Brasil: a primeira iniciativa partiu do plenário da Câmara dos Deputados em 2003, a partir da formação da Comissão de Controle Contra a Baixaria na TV, responsável por diversas ações judiciais, principalmente no que tangia aos conteúdos produzidos em programas e novelas da TV Globo.

E, no atual momento, levando em consideração o histórico atual de ataques descarados ao Governo Lula e apoio incondicional à candidatura de Tarcísio de Freitas, que tem seu nome envolvido em vários escândalos de lavagem de dinheiro para a facção PCC em seu Governo, porém conta com todo apoio do conglomerado de mídia para as eleições presidenciais de 2026, sem deixar de considerar os circos históricos de espetacularização que se tornaram o "Esquema do Mensalão" (que não continha dinheiro público envolvido, e ainda assim condenou José Dirceu) e a Lava-Jato, cuja campanha era toda coordenada pelo então juiz federal e hoje senador Sérgio Moro, iniciada em 2010 e com sua força de espetacularização abalada até 2013, principalmente por iniciativa do então Ministro do STF Teori Zavascki, falecido no mesmo ano em condições até hoje consideradas incógnitas e suspeitas. O esquema da Lava-Jato acabou sendo desmascarado após vazamento de informações do celular do próprio Sérgio Moro pelo hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como "hacker de Araraquara" ao portal The Intercept, e com base na qual todas as condenações de Lula, à época preso, foram anuladas.

Com informações do G1, The Intercept e DCM.■

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