Segundo a PGR, <i>núcleo 2</i> foi responsável pelo gerenciamento operacional do plano golpista
Politica
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■ Bernardo Cahue, 22/04/2025
Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de ação penal contra seis acusados do chamado núcleo 2 do suposto plano golpista para derrubar a democracia em 2022. Entre os réus estão delegados da PF, militares da reserva e um ex-assessor de Bolsonaro, acusados de crimes como organização criminosa, tentativa de golpe e dano ao patrimônio público. Eles se somam a outros oito investigados, incluindo o ex-presidente.
Segundo a denúncia, o grupo atuou para impedir eleitores de votarem em Lula no segundo turno e planejou ações violentas, como os ataques de 8 de janeiro. O relator Alexandre de Moraes exibiu vÃdeos dos atos e citou a apreensão de uma bomba em BrasÃlia. As defesas alegaram nulidades, mas todas foram rejeitadas. Moraes também criticou propostas de anistia enviadas ao Congresso Nacional.
Entre os réus está Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, acusado de bloquear estradas no dia da eleição, e o general Mário Fernandes, ligado a um suposto plano de assassinato de autoridades. O ex-ministro de Dilma, Eugênio Aragão, defendeu a única mulher do grupo, a delegada MarÃlia Alencar, mas o STF manteve a denúncia. O caso segue para fase de instrução, com depoimentos e novas provas.
Com informações do Brasil de Fato.■