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Um relatório divulgado pelo Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos afirma que a China opera ou tem acesso a uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. No Brasil, o documento cita a "Tucano Ground Station", localizada em Salvador (BA), como parte dessa estrutura, associando-a a possíveis interesses estratégicos de Pequim.
De acordo com as investigações dos congressistas americanos, a estação seria fruto de uma parceria firmada em 2020 entre a startup brasileira Alya Nanosatellites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology, vinculada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial. O documento aponta que, embora apresentada como um projeto civil e comercial de observação terrestre, a instalação teria capacidade de "uso dual", podendo servir a objetivos militares, como vigilância estratégica e rastreamento de objetos espaciais.
O relatório destaca ainda um memorando de entendimento entre a Alya e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo incluiria o treinamento de militares brasileiros em simulação orbital e a possível utilização de antenas da FAB como suporte (backup) para a Estação Tucano. Para os congressistas, essa integração com as forças de defesa brasileiras reforçaria as suspeitas sobre a natureza sensível do projeto.
Em resposta às acusações, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de informação solicitando que o Ministério da Defesa explique oficialmente a natureza do projeto "Tucano Ground Station" e as relações com a empresa chinesa. O pedido foi apresentado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), presidente da comissão.
Até o momento, não há qualquer comprovação pública sobre o uso militar da base. A Alya Space, em nota oficial, negou veementemente qualquer envolvimento com atividades militares ou de vigilância estratégica. A empresa afirma que atua em conformidade com as normas brasileiras e internacionais, operando sob licenças da Anatel e da União Internacional de Telecomunicações (UIT), e que suas atividades são estritamente civis e comerciais, alinhadas à Agenda 2030 da ONU.
Especialistas ouvidos pela imprensa ponderam que é necessário cautela. A menção a uma instalação chinesa em Salvador não caracteriza automaticamente a existência de uma base militar formal. Estações terrestres são estruturas comuns no setor aeroespacial, mas ganham dimensão geopolítica no atual contexto de rivalidade estratégica entre China e Estados Unidos. A falta de pronunciamento oficial do governo brasileiro até o momento aumenta a pressão diplomática por esclarecimentos.
Além da estação na Bahia, o relatório do Congresso dos EUA também menciona outras instalações na região, incluindo um laboratório na Paraíba, e defende uma reação mais firme dos EUA para limitar a expansão da infraestrutura espacial chinesa no hemisfério ocidental. Os principais pontos do caso são:
Com informações de: UOL, VEJA, Valor Econômico, A TARDE, Piauí Hoje■