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Apenas 1 em cada 4 norte-americanos aprova os ataques dos EUA ao Irã
Levantamentos de Reuters/Ipsos e CNN mostram desaprovação majoritária e ceticismo quanto ao plano do presidente Trump para o conflito
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 05/03/2026

Pesquisas de opinião realizadas nos primeiros dias dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã indicam que o apoio da população norte-americana à ação militar é restrito. Um levantamento conduzido pelo Reuters/Ipsos, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, constatou que apenas 27% dos entrevistados aprovam os ataques, enquanto 43% desaprovam e 29% não têm certeza. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

Os dados são corroborados por um levantamento do CNN/SSRS, realizado por texto com 1.004 adultos, que apontou um cenário de rejeição ainda mais pronunciado: 59% dos entrevistados disseram desaprovar a decisão de tomar ação militar contra o Irã, ante 41% de aprovação. A mesma pesquisa da CNN revelou que 60% dos norte-americanos não acreditam que o presidente Donald Trump tenha um plano claro para lidar com a situação.

As pesquisas também capturaram a percepção do público sobre a postura do presidente. De acordo com o levantamento do Reuters/Ipsos, 56% dos americanos consideram que Trump é excessivamente propenso a usar força militar para avançar os interesses dos EUA. Este sentimento é compartilhado por 87% dos democratas, 60% dos independentes e, de forma significativa, por 23% dos republicanos.

O levantamento detalha ainda a divisão partidária em relação aos ataques. Enquanto 55% dos republicanos aprovam a ação, apenas 7% dos democratas e 19% dos independentes compartilham dessa opinião. Apesar da aprovação majoritária em seu próprio partido, a pesquisa do Reuters/Ipsos indica que 42% dos republicanos afirmam que diminuiriam o apoio à campanha no Irã se ela resultar em militares norte-americanos mortos ou feridos.

O impacto econômico do conflito também surge como um fator relevante para a opinião pública. A pesquisa do Reuters/Ipsos mostra que 45% dos entrevistados seriam menos propensos a apoiar a campanha se ela provocar um aumento nos preços da gasolina ou do petróleo nos EUA.

Em contraste com os números de aprovação populares, uma pesquisa da Fox News divulgada posteriormente apresentou um cenário mais dividido, com 50% de aprovação e 50% de desaprovação entre eleitores registrados, embora mantenha a forte divisão partidária.

O presidente Trump, em declarações ao New York Post, minimizou os resultados das pesquisas, afirmando: "Eu não me importo com pesquisas. Tenho que fazer a coisa certa".

Com informações de Reuters, Ipsos, CNN, SSRS, Fox News, CBC News, USA TODAY ■

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