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O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne em caráter de emergência neste sábado (28/02/2026), em Nova York, após os ataques militares lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O encontro, solicitado inicialmente pela França e endossado por Rússia e China, ocorre em meio a um rápido aumento das tensões que, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, "prejudicam a paz e a segurança internacional". A reunião está marcada para as 16h (horário local) e será presidida pelo Reino Unido, que ocupa a presidência rotativa do Conselho neste mês. Espera-se que Guterres faça uma declaração presencial durante a sessão.
As hostilidades começaram na madrugada de sábado com a operação batizada de "Operação Epic Fury" (Fúria Épica) pelo Pentágono. Os ataques coordenados visaram, segundo fontes, instalações militares e a liderança política do país, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian. De acordo com a agência Reuters, Khamenei não estava em Teerã no momento dos bombardeios e foi transferido para um local seguro. Apesar disso, fontes ligadas ao regime relatam a morte de vários comandantes da Guarda Revolucionária e oficiais do governo. Em resposta, o Irã lançou uma série de mísseis balísticos contra Israel e atingiu bases militares norte-americanas em países vizinhos do Golfo, como Bahrein, Catar e Kuwait, que confirmaram ter interceptado parte dos projéteis.
Reação Internacional e Esforços Diplomáticos
A comunidade internacional reagiu com preocupação e dividiu-se em relação aos ataques. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, justificou a ação como uma medida para "eliminar ameaças iminentes" e convocou a população iraniana a "tomar conta do seu governo", líderes mundiais pediram moderação. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a operação como um passo para "remover o jugo da tirania".
A França, por meio do presidente Emmanuel Macron, classificou a situação como "perigosa para todos" e realizou contatos telefônicos com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia e da região do Curdistão iraquiano para coordenar uma resposta e evitar uma conflagração geral. Os principais pontos da reação global incluem:
A crise humanitária e os riscos econômicos
Os impactos imediatos dos ataques já são sentidos pela população civil e pela economia global. Dentro do Irã, testemunhas relataram correria a bancos e longas filas em postos de gasolina, com a população temendo um colapso nos serviços e um apagão da internet que os isolaria do mundo. A mídia estatal iraniana noticiou a morte de 40 pessoas em um ataque aéreo israelense contra uma escola no sul do país, informação que não pôde ser verificada de forma independente pela Reuters.
No campo econômico, a tensão já provocou a suspensão de voos comerciais sobre o Oriente Médio e a paralisação do transporte de petróleo por grandes petroleiras através do Estreito de Ormuz, por onde escoa 90% do petróleo iraniano. Analistas de energia alertam que, sem uma desescalada imediata, o preço do barril de petróleo tipo Brent pode sofrer um aumento de US$ 10 a US$ 20 na abertura dos mercados na segunda-feira.
O que esperar da reunião da ONU
A reunião de hoje no Conselho de Segurança promete ser tensa. De um lado, os EUA e Israel devem defender a operação como um ato de legítima defesa preventiva. Do outro, Rússia, China e países não alinhados pressionarão por uma resolução que exija o cessar-fogo imediato e condene a violação da soberania iraniana. A delegação do Irã na ONU já enviou uma carta ao Conselho exigindo que os membros cumpram seu dever e tomem "medidas imediatas para interromper este uso ilegal da força". O secretário-geral António Guterres, em seu comunicado, reforçou que "não há alternativa viável para a solução pacífica de controvérsias" e que a Carta da ONU "proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial de qualquer estado".
Com informações de: Reuters, UN News, Xinhua, France24, Al Jazeera ■