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Diretor e músico do Radiohead exigem remoção de trilha de documentário sobre Melania Trump
Artistas acusam produção de usar trecho de "Phantom Thread" sem autorização, em meio a filme que aborda vida da ex-primeira-dama
America do Norte
Foto: https://folhadecuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2250608980-1024x683.jpg
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■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

O cineasta Paul Thomas Anderson e o guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood – que frequentemente colaboram – entraram em conflito com os produtores do documentário "The Plot Against the First Lady" (algo como "A Trama Contra a Primeira-Dama"). Em um comunicado conjunto, eles afirmam que uma parte da trilha sonora do filme "Trama Fantasma" ("Phantom Thread") foi utilizada sem sua permissão no longa que explora a vida e supostas conspirações envolvendo Melania Trump.

Greenwood, responsável pela composição da aclamada trilha de "Phantom Thread", e Anderson, diretor do filme, foram categóricos: "Não licenciamos nossa música para este documentário e não apoiamos seu conteúdo". A música em questão é uma peça orquestral característica do trabalho minimalista e intenso de Greenwood para o longa-metragem de 2017.

O documentário em questão, dirigido por Alex Holder, promete uma investigação sobre "as forças tentando destruir Melania Trump", segundo sua sinopse. A utilização da trilha sem autorização coloca o projeto sob risco de ações judiciais por violação de direitos autorais.

Até o momento, a produtora do documentário não se pronunciou publicamente sobre o pedido de remoção. Especialistas em direito autoral destacam que, independentemente do conteúdo ou viés político de uma obra, a utilização de material protegido exige licenciamento formal e o descumprimento pode gerar multas e a retirada do filme de plataformas.

Este incidente destaca alguns pontos sensíveis na indústria do entretenimento e no cenário político atual:

  • Batalhas por direitos autorais: A rápida reação dos artistas mostra o rigor com que grandes nomes protegem seu trabalho.
  • Polarização política: A recusa explícita em "apoiar o conteúdo" do documentário reflete como produções culturais podem se tornar armas em conflitos ideológicos.
  • Estratégias de produção: A escolha de uma trilha de alto prestígio, mesmo que sem autorização, pode indicar uma tentativa de emprestar credibilidade artística ao documentário.

O desfecho do caso agora depende da resposta da produtora. Se a trilha não for removida, Anderson e Greenwood podem levar o caso à justiça, o que traria ainda mais visibilidade – possivelmente indesejada – ao documentário sobre Melania Trump.

Com informações de G1, Omelete, Variety ■

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