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O senador independente por Vermont, Bernie Sanders, ícone da esquerda global, fez uma severa advertência em entrevista ao jornal EL PAÍS: Donald Trump é, em sua avaliação, "o presidente mais perigoso da história dos Estados Unidos". A declaração vai além da crítica política usual, refletindo um alerta sobre uma ameaça existencial à democracia norte-americana.
Sanders fundamenta sua afirmação no que descreve como o uso do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) como "um exército doméstico". Segundo ele, a agência foi transformada em um instrumento de perseguição e intimidação, agindo de maneira desproporcional e cruel contra comunidades imigrantes, o que seria um sintoma claro de uma guinada autoritária.
Para o senador, a situação exige uma resposta que não virá das instituições tradicionais, já que, em sua visão, estas estão sendo minadas. "Terrá que ser o povo estadunidense quem diga 'não' ao autoritarismo", afirmou, sugerindo que a mobilização popular massiva é o único contraponto efetivo.
O histórico de Sanders como duas vezes candidato à nomeação presidencial pelo Partido Democrata e sua defesa consistente de pautas progressistas dão peso político às suas acusações. Ele contextualiza o perigo representado por Trump em vários eixos interligados:
Analistas políticos observam que a denúncia de Sanders ocorre em um momento de profunda polarização, com protestos contra a injustiça racial e a iminente eleição presidencial. A caracterização do ICE como "exército doméstico" ressoa com críticas de que a administração estaria usando a força federal de maneira política, como visto em Portland e outras cidades.
A resposta da Casa Branca a tais acusações tem sido rotulá-las como "histeria" da esquerda radical. No entanto, para Sanders e seus apoiadores, o risco é real e presente, exigindo vigilância constante e ação coletiva para defender os pilares da democracia estadunidense.
Com informações de: EL PAÍS ■