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O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, emitiu uma nova ordem executiva que representa uma escalada significativa do embargo econômico de longa data contra Cuba. A medida, assinada em 29 de janeiro de 2026, ameaça impor tarifas alfandegárias adicionais a qualquer país que venda ou forneça petróleo à ilha caribenha. A justificativa apresentada pela Casa Branca declara uma "emergência nacional" e caracteriza o governo cubano como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional dos EUA.
Em resposta, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, condenou veementemente a ação, classificando-a como uma tentativa de impor um "bloqueio total aos suprimentos de combustível" do país. Rodríguez descreveu a ordem como um "brutal ato de agressão", parte do que chamou de "o mais prolongado e cruel bloqueo económico jamais aplicado contra toda uma nação", que já dura mais de 65 anos. O presidente Miguel Díaz-Canel foi ainda mais contundente, definindo a natureza da medida como "fascista, criminal e genocida".
A reação cubana foi imediata e de alto nível. O Ministério das Relações Exteriores declarou uma "emergência internacional" diante da nova ameaça. Em suas declarações, as autoridades cubanas acusam os EUA de recorrer a "chantagem e coerção" para forçar outros países a aderirem ao bloqueio, ameaçando-os com tarifas "arbitrárias e abusivas".
A ordem executiva ocorre em um contexto de extrema vulnerabilidade energética para Cuba. Após a intervenção militar americana na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, as importações regulares de petróleo venezuelano foram interrompidas. Atualmente, México tornou-se o principal fornecedor, respondendo por 44% das importações, seguido por Rússia (cerca de 10%) e Argélia. Relatórios indicam que as reservas de combustível de Cuba podem durar apenas 15 a 20 dias nos níveis atuais de consumo.
A comunidade internacional e setores dentro dos próprios Estados Unidos reagiram com críticas e solidariedade a Cuba:
As consequências humanitárias potenciais são graves. A restrição de combustível afetaria diretamente setores críticos:
Analistas descrevem esta como a maior pressão econômica que os Estados Unidos já exerceram sobre a ilha. A medida insere-se no histórico embargo total imposto em 1962, que foi sendo intensificado por várias administrações. O bloqueio é rejeitado anualmente por uma ampla maioria na Assembleia Geral da ONU, mas se mantém devido à posição dos EUA. Para Cuba, que já enfrenta um difícil "Período Especial" com escassez de produtos básicos e cortes de energia, esta nova escalada promete aprofundar significativamente o sofrimento de sua população.
Com informações de: Cubaminrex, Granma, BBC, Al Jazeera, Saba News, Cubadebate■