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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (24 de janeiro de 2026) impor tarifas de 100% sobre todas as importações canadenses para os EUA caso o Canadá feche um acordo comercial com a China. A declaração foi feita em sua plataforma Truth Social e representa uma escalada nas tensões comerciais e diplomáticas entre os dois países vizinhos.
Em sua publicação, Trump dirigiu-se ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, referindo-se a ele como “governador” – uma alusão à sua proposta anterior de transformar o Canadá no 51º estado americano. O presidente americano alertou que, se Carney “pensa que vai transformar o Canadá num ‘porto de depósito’ para a China enviar os seus bens e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado”. Trump acrescentou que “a China vai devorar o Canadá, destruindo completamente as suas empresas, o seu tecido social e o seu modo de vida em geral”.
A ameaça ocorre depois que o primeiro-ministro Mark Carney anunciou um acordo preliminar com a China durante uma visita a Pequim na semana passada. O entendimento prevê a redução de tarifas sobre veículos elétricos chineses em troca de impostos de importação mais baixos para produtos agrícolas canadenses. Inicialmente, Trump havia dito que o acordo era o que Carney “deveria fazer”, mas rapidamente mudou de tom, ampliando a retórica contra o governo canadense.
Caso a ameaça seja concretizada, as tarifas de 100% sobre todos os bens canadenses que entrarem nos Estados Unidos teriam efeitos imediatos:
O gabinete de Mark Carney não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre a ameaça de Trump. No entanto, em discursos recentes, o primeiro-ministro tem defendido a autonomia do Canadá e a busca por parcerias diversificadas, afirmando que o país “pode ser um exemplo de que o mundo não precisa se curvar a tendências autocráticas”.
A situação coloca o Canadá em uma posição delicada: manter a tradição de comércio estreito com os EUA ou buscar acordos alternativos com a China, arriscando-se a uma retaliação comercial sem precedentes. Analistas apontam que a escalada verbal pode evoluir para medidas concretas, afetando não apenas a relação bilateral, mas também a estabilidade econômica da região.
Com informações de RFI (Rádio França Internacional) e Jornal de Negócios ■