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A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu um alerta formal nesta sexta-feira, 16 de janeiro, advertindo sobre "atividade militar" em partes do espaço aéreo sobre o México, América Central e regiões do Pacífico oriental . O aviso, direcionado a companhias aéreas e pilotos, pede que "redobrem a cautela" devido a "situações potencialmente perigosas" .
O comunicado especifica que a atividade pode causar interferências nos sistemas de navegação por satélite (GPS), crucial para a segurança dos voos, e terá duração de 60 dias, a partir de 16 de janeiro .
De acordo com um porta-voz da FAA, os alertas de voo (Notices to Airmen ou NOTAMs) foram emitidos para áreas específicas, incluindo :
O alerta surge em um momento de elevada tensão militar e retórica agressiva por parte do governo dos EUA em relação à região. A medida segue uma série de ações e declarações do presidente Donald Trump :
Este não é o primeiro aviso do tipo. A FAA havia emitido alertas similares após as operações militares que precederam a detenção de Nicolás Maduro . Incidentes recentes destacam os riscos concretos:
A United Airlines afirmou que está monitorando a situação, enquanto outras grandes companhias aéreas norte-americanas contatadas pela imprensa não comentaram imediatamente .
A ameaça de intervenção terrestre no México provocou uma resposta firme do governo mexicano. A presidente Claudia Sheinbaum reiterou em uma ligação com Trump a colaboração na segurança, mas também a defesa da soberania territorial mexicana, descartando a presença de tropas americanas em seu país . Ela também apresentou dados sobre apreensões de drogas e redução de homicídios, argumentando que os EUA precisam fazer sua parte no combate ao consumo e ao tráfico de armas .
Outros países demonstram preocupação. O presidente colombiano, Gustavo Petro, após um ano de fortes atritos verbais com Trump, chegou a conversar por telefone e até propor ataques aéreos conjuntos contra a guerrilha do ELN, considerada "narcoterrorista" por Washington . Paralelamente, Panamá e EUA iniciaram em 12 de janeiro exercícios militares conjuntos para a defesa do Canal do Panamá, em um programa que se estende até 26 de fevereiro .
Com informações de: Times Brasil, UOL, Animal Político, Yahoo News, Estadão, Inquirer.net, Canal Terra Livre, OEM/El Sol de México, Tico Times ■